Proteja seus princípios. Eles guardam o seu coração! - Bianca Toledo
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Por quem você morreria?

sexta-feira, 28 de outubro de 2011



29 set 2011 Irã


Pastor Yousef Nadarkhani se recursou a negar sua fé em Jesus Cristo ontem na quarta e última audiência em um tribunal no Irã. Pastor Yousef foi condenado pelo crime de apostasia (abandonar o islamismo) e sentenciado a morte por enforcamento.

O tribunal onde estão sendo realizados os julgamentos está cercado por forças de segurança desde que começaram as audiências do pastor. O tribunal concedeu a Yousef três chances para que ele pudessem se retratar, negar o cristianismo e voltar ao Islã. Somente dessa maneira ele poderia ter sua vida poupada. Mas em todos os casos, ele se recusou a negar a Cristo.

“Estou em contato com o Irã”, disse uma fonte próxima a família do pastor. “Mas as notícias não são muito boas, mas vamos esperar. Se eles realmente quiserem, eles podem matá-lo porque ele se recusou a negar sua fé. Deixamos tudo nas mãos de Deus.”

Um advogado de defesa disse a família Nadarkhani e amigos que havia uma maneira de levar o caso ao Tribunal Supremo, o que poderia estender a pena de Nadarkhani na prisão, mas existe a informação de que o Supremo Tribunal Federal do país deseja que essa situação seja resolvida o quanto antes.

“Yousef é conhecido como um herói, por isso, se ele for libertado, o governo será visto como alguém que foi derrotado”, disse ele. “Mas se eles o deixarem na prisão, haverá mais pressão internacional.”

“Eles provavelmente não irão matá-lo hoje, mas podem fazer isso quando quiserem”, disse a fonte para o Compass. “Eles podem enforcá-lo ao meio dia ou então daqui a 10 dias. Às vezes entregam o corpo para a família junto com o veredito. Eles têm ultrapassado as fronteiras da lei”

A fonte disse que a esposa de Nadarkhani está muito apreensiva com relação a decisão do tribunal. Eles tem dois filhos: Joel, 7 anos, e Daniel, 9 anos. “A mulher dele está em depressão e preocupada. É uma situação difícil para toda a família.”

Tenha mais informações sobre o Pr. Yousef no WWW.PORTASABERTAS.COM

CONHEÇA: PORTAS ABERTAS

sexta-feira, 21 de outubro de 2011


Apresentação

Portas Abertas ou Open Doors é uma ONG internacional que atua em cerca de 50 países onde existe algum tipo de proibição, condenação, execução ou ameaça à vida das pessoas ou à sua liberdade de crer e cultuar Jesus Cristo.

Na Coreia do Norte, por exemplo, é proibido ser cristão. Todos os cidadãos são obrigados a adorar somente o presidente do país Kim Jong Il. Quem assume a identidade cristã é punido com morte ou prisão em campos de trabalhos forçados.

A Portas Abertas atua em segredo nos mais opressivos países do mundo, fortalecendo cristãos para que permaneçam firmes diante da perseguição e sejam a luz de Cristo nesses lugares escuros, conforme descrito no livro de Mateus da Bíblia, capítulo 5 versículos 13 a 16.

No Brasil, nossa missão é divulgar essa dura realidade vivida por cristãos, ao redor do mundo, que são perseguidos por causa de Jesus, encorajando os brasileiros a orar, contribuir e se mobilizar no serviço e socorro à Igreja Perseguida. Como os cidadãos brasileiros têm liberdade para praticar qualquer religião, não existem projetos de campo da Portas Abertas por aqui. Nosso escritório, com sede em São Paulo, existe para conscientizar e mobilizar os cristãos brasileiros a socorrerem os cristãos perseguidos de outros países, por meio de oração e contribuições financeiras.




Visão e missão

Nossa visão é um mundo em que todos experimentem o amor de Jesus e em que cada cristão perseguido seja lembrado e apoiado por outros cristãos. Para isso nos propomos a aproximar a Igreja Livre dos irmãos que vivem sob restrição e perseguição em razão de sua fé, engajando-a no serviço aos cristãos perseguidos.

Nosso objetivo é que a comunidade cristã no Brasil seja permeada pelas necessidades, motivações, visão e valores da Igreja Perseguida, de modo que a Igreja aqui seja impactada e abençoada pela oportunidade de servir aos que sofrem. Quando os cristãos perseguidos são fortalecidos, eles podem beneficiar e alcançar outros ao seu redor.

Nossa missão é fortalecer e preparar o Corpo de Cristo que enfrenta ou vive sob restrição e perseguição em razão de sua fé em Jesus Cristo, e encorajar a Igreja brasileira a perseverar na fé, por meio de seu engajamento no serviço à Igreja Perseguida.

A Portas Abertas atua nos mais opressivos países do mundo, fortalecendo cristãos para que permaneçam firmes diante da perseguição e capacitando-os para que sejam a luz de Cristo nesses lugares escuros.

Um dos maiores desafios para os cristãos que enfrentam a tirania e a opressão é o isolamento – da Palavra de Deus e do Corpo de Cristo. Onde outras organizações cristãs não podem entrar ou de onde são forçadas a fugir por causa de governos ou culturas opressoras, é possível encontrar a Portas Abertas. O testemunho da Igreja Perseguida tem o poder único de alcançar vidas e comunidades que, de outra maneira, jamais estariam abertas ao evangelho.

A Portas Abertas luta para conscientizar a Igreja acerca da realidade da perseguição, mobilizando os cristãos a orar, apoiar e agir em favor de seus irmãos na fé, aproximando assim a Igreja Livre da Igreja Perseguida. Essa mobilização gera edificação mútua.




Logotipo


1. O sinal Icthus
Icthus

Este sinal foi usado como uma forma secreta de comunicação entre os cristãos do início da Igreja dentro das catacumbas romanas. Eles entalhavam este sinal nas paredes para que se identificassem com outros cristãos.

Do grego:


I esous = Jesus

C hristos = Cristo

Th eous = de DeusU ious = Filho

S oter = Salvador

A sigla pronunciada como palavra significa "peixe", daí o uso do desenho.


2. O arame farpado

Arame farpado


O arame farpado representa as pessoas que estão nas prisões ou em campos de trabalhos forçados, pessoas que perderam a sua liberdade.

A preocupação da Portas Abertas é com aqueles irmãos e irmãs que estão atrás dos arames farpados porque creem e servem ao Senhor Jesus Cristo.

A combinação do arame farpado e do peixe Icthus entrelaçados, faz com que o logo seja único: expressa a terrível situação atual dos cristãos em muitos países e possui uma conexão com a origem da história da Igreja.


3. A rocha

Rocha vazia

A rocha é frequentemente usada na Bíblia como figura para referir-se a Deus e a Cristo.

Como Rocha, Deus é o Criador, a força, a proteção, o refúgio e a salvação do Seu povo.


No Novo Testamento, Cristo é a Rocha de onde o Espírito da vida flui, a fundação da Igreja e sua pedra angular.


4. Entalhando a rocha

Entalhando a rocha


Entalhar um símbolo numa rocha não é fácil. Leva tempo e perseverança.

Viver como cristão em países fechados à pregação do evangelho, com pouca ou nenhuma liberdade religiosa, é também muito difícil.

Ainda hoje, cerca de 100 milhões de cristãos sofrem perseguição e outros milhões sofrem discriminação apenas porque são seguidores de Jesus Cristo.

Lembre-se


Quando você vir o logo do Ichtus esculpido na pedra e com um arame farpado em seu dorso lembre-se: 

  • Assim como acontecia no início da História do cristianismo, ainda hoje os cristãos são perseguidos por causa de sua religião.
  • Os cristãos perseguidos de hoje, como os de ontem, têm que se comunicar de forma secreta.
  • A Portas Abertas existe como uma organização que ajuda os cristãos perseguidos a enfrentar e lidar com as oposições e pressões que lhes são impostas.

A Igreja Perseguida no Kuwait

sexta-feira, 7 de outubro de 2011








A Igreja

Acredita-se que existem cristãos onde hoje é o Kuwait desde os tempos do apóstolo Paulo, mas o primeiro cristão de que se tem notícia no Kuwait foi um católico norte-americano que chegou ao país em 1795. A maioria das igrejas, no entanto, foi construída em anos mais recentes.

A história da comunidade cristã no Kuwait começou no início do século XX (1910), quando missionários da Igreja Reformada da América foram ao país realizar trabalhos humanitários e tiveram a oportunidade de compartilhar o evangelho com os kwaitianos. A primeira igreja do país foi a Igreja Evangélica Nacional do Kuwait, construída em 1931.

A descoberta dos poços de petróleo na década de 1950 atraiu milhares de cristãos estrangeiros ao país, o que contribuiu para o crescimento da comunidade cristã ali, além de mais duas igrejas: a Igreja Católica Romana e a Igreja Ortodoxa Copta.

Estima-se que o número de cristãos no Kuwait seja de 400 mil pessoas, quase todos trabalhadores estrangeiros, em sua maioria indianos, filipinos, europeus, americanos e libaneses; a maioria pertence à Igreja Católica. Estima-se haver pouco mais de 200 cristãos nativos.


A Perseguição

A Constituição de 1962 estabelece o islamismo como religião oficial do Estado e utiliza a sharia (lei islâmica) como principal base de sua legislação: há leis contra a blasfêmia, apostasia e evangelização de muçulmanos. No entanto, o texto também assegura a liberdade e a livre prática religiosa.

Em comparação com muitos países islâmicos, o Kuwait mantém uma postura moderada no que se refere a outras religiões. Os cristãos residentes no país podem se reunir livremente e estabelecer igrejas, e as relações entre muçulmanos e cristãos são abertas e amistosas. O governo não permite conversões de muçulmanos a outras religiões. Quando isso acontece, é de forma muito discreta. Se a conversão é descoberta, o indivíduo encontra hostilidade: perde o emprego, sofre danos em sua propriedade, é intimado repetidas vezes à delegacia, preso, abusado física e verbalmente, monitorado pela polícia.

Fora das quatro denominações reconhecidas (anglicana, copta ortodoxa, evangélica nacional e católica romana), igrejas são proibidas de expor sinais exteriores, como a cruz ou o nome da congregação. Também não podem realizar atividades públicas. Igrejas sem recursos financeiros para alugar um espaço podem se reunir em escolas nos fins de semana, embora os representantes das igrejas informem que as escolas foram pressionadas a impedir tais reuniões.

Não há uma lei específica que proíba estabelecer templos não muçulmanos; contudo, na prática, os poucos grupos que solicitaram licenças para construir novos templos não as obtiveram. Para alguns grupos religiosos, isso mostra que é impossível conseguir licença para um novo templo.


História e Política

Em pleno Oriente Médio, o Kuwait situa-se entre o Iraque e a Arábia Saudita, na Península Arábica, desfrutando de grande importância devido às suas substanciais reservas petrolíferas. Formado por terreno desértico, apenas 0,84% do território do Kuwait é arável. Seu nome deriva do diminutivo da palavra árabe "kut", que significa "forte" (fortaleza) ou “fortaleza construída perto da água”.

É possível que pessoas da idade da pedra tenham habitado a região onde hoje está o Kuwait: arqueólogos descobriram ferramentas da pedra lascada de aproximadamente 10 mil anos atrás; fragmentos de cerâmicas, facas e pérolas indicam que o local foi usado por povos que habitaram a antiga Mesopotâmia. Durante a Idade do Bronze (3000 a.C.), a região foi dominada pelo Império Dilmun, que se desenvolveu através do comércio marítimo.

No século III a.C., Failaka (atualmente a maior das nove ilhas do Kuwait) foi dominada por Alexandre, o Grande; escavações recentes na região demonstram as evidências da dominação helenística, tendo sido descobertas ruínas dos templos dedicados aos deuses Ártemis e Apolo. Os gregos utilizaram o Golfo Pérsico como uma importante passagem da Mesopotâmia à Índia. Os árabes muçulmanos chegaram à região no século VII, impondo sua religião e cultura aos povos ali presentes. Os portugueses foram os primeiros a chegar ao país, no final do século XV, impulsionando a economia da região através do comércio marítimo. Após os portugueses, vieram os holandeses e os ingleses.

A partir da segunda metade do século XVIII o país ficou sob o domínio da família Al Sabah – dinastia fundada pelo xeique Sabah Abdul Rahaim, em 1756, que governa o país até os dias atuais. Em 1938 houve a descoberta do petróleo no país, fato que revolucionou completamente sua economia. Quem se beneficiou disso foi a Grã-Bretanha, que tinha o Kuwait como seu protetorado e que, após a invasão da Rússia pela Alemanha, em 1941, aumentou ainda mais seu poder político sobre o Kuwait e também sobre o Iraque, temendo perder espaço para os alemães. O país se tornou independente da convenção anglo-otomana de 1913 em 19 de junho de 1961.

No início da década de 1990, o país foi invadido pelo Iraque de Saddam Hussein, sob a alegação de que o território do Kuwait pertencera historicamente ao Iraque. Com a ajuda dos EUA e seus aliados, o Kuwait conseguiu expulsar de seus territórios os iraquianos, saindo vitorioso da chamada “Guerra do Golfo”. As manifestações sociais que derrubaram ditaduras no mundo árabe também chegaram ao Kuwait e foram reprimidas com violência.

População

Com exceção das tribos nômades que habitam as areias do deserto, praticamente toda a população vive nos centros urbanos. Mas, dessa população, mais de 1 milhão é composta de imigrantes palestinos, egípcios, jordanianos, iranianos, paquistaneses, indianos, bengaleses e filipinos.

Embora a expectativa de vida seja de 77 anos, somente 2,9% da população ultrapassa os 65, e 72% têm entre 15 e 64 anos de idade. Com estudo obrigatório e escolas públicas, 93% de toda a população adulta kwaitiana é alfabetizada. Um programa de saúde nacional assegura o acesso gratuito ao atendimento médico.

Na prática, todos os cidadãos kwaitianos são muçulmanos sunitas, enquanto os estrangeiros muçulmanos que trabalham para o governo são majoritariamente xiitas.


Economia

Aproximadamente 10% de todas as reservas conhecidas de petróleo pertencem ao governo: a economia do país é dominada pelo ouro negro, correspondendo a 90% das receitas de exportação do país. Quase toda a população é de funcionários públicos. São os imigrantes que fazem o trabalho pesado: 80% da força de trabalho é formada por não-kwaitianos.

Grande parte dos alimentos que o país consome é importada, embora exista alguma atividade agrícola e pesqueira. O país sofre com a falta de água potável.


EIA MAIS SOBRE A IGREJA PERSEGUIDA NO KUWAIT

A Igreja Perseguida no Azerbaijão

sexta-feira, 30 de setembro de 2011




A Igreja

O cristianismo entrou na terra do Azerbaijão nos primeiros séculos da era cristã, quando os primeiros missionários cristãos, de Jerusalém e da Síria, começaram a chegar à Albânia caucasiana, o estado situado nesta terra naquela época. Mais tarde, nessas terras surgiram as primeiras comunidades cristãs.

São Bartolomeu, um dos doze apóstolos de Cristo, foi o mais conhecido dos pregadores do Evangelho na região onde localiza-se o Azerbaijão, mas nunca colocou os pés neste país. Após pregar o evangelho na Índia, viajou para a Albânia Caucasiana (atual Azerbaijão), onde já existia o Zoroastrismo, religião que tem como questão central de seu culto o fogo. De acordo com a tradição, o apóstolo foi martirizado por sacerdotes pagãos, furiosos com o seu sermão de sucesso. No entanto, as sementes do Evangelho já haviam sido lançadas.

Em 313 o cristianismo se tornou religião oficial da Albânia Caucasiana. Mas a Igreja da Albânia teve momentos difíceis ao longo de sua existência: depois de 451 d.C., juntamente com a Igreja Armênia, aderiu ao cisma Chalkidona e sofreu bastante com a expansão muçulmana.

Quando o Azerbaijão tornou-se uma república independente, havia apenas alguns convertidos no país, ligados aos cristãos russos e armênios. Na era soviética, tudo era proibido, mas a Igreja continuou a funcionar, clandestinamente. No começo da década de 1990, a Igreja formada por azeris começou a crescer. Estima-se que, em 1997, havia seis mil convertidos no país; até 2006, o número havia triplicado.

A dependência da Igreja russa diminuiu e a comunidade azeri tornou-se rapidamente uma Igreja que sofre oposição das autoridades locais e nacionais, bem como da sociedade. Os cristãos azeris são considerados traidores da nação e associados à Armênia, país tido como cristão e inimigo deles. Há provavelmente 20 mil cristãos nativos no país, a maioria da Igreja ortodoxa. Esse número cresceu bastante: em 1994 havia apenas 5 mil cristãos.

A perseguição

A Constituição e a lei consagram a liberdade de religião, com certas restrições. As emendas constitucionais e demais legislações aprovadas em 2009 aumentaram as restrições à conduta religiosa, acrescentando novas exigências de registro para os grupos religiosos. Por isso, para a minoria cristã, é quase impossível obter o registro. Embora a Constituição garanta liberdade de consciência e religião, todas as comunidades religiosas são obrigadas a se registrar. A maioria das igrejas protestantes opera ilegalmente, sendo restringidas para operar em público e obter materiais cristãos. Isso as torna vulneráveis a perturbações e perseguição.

Na final da década de 90, o governo praticamente iniciou uma operação de guerra contra os convertidos. Os protestantes enfrentam inúmeras dificuldades no Azerbaijão, onde a maioria da população azeri é de origem muçulmana. Alguns clérigos e oficiais muçulmanos do governo têm expressado de forma veemente sua desaprovação à liberdade de atuação dos cristãos.

Apesar da fome espiritual e da abertura das pessoas, 90% dos que se interessam pelo evangelho desistem de segui-lo assim que sofrem pressão de seus empregadores e familiares. O custo de perder o trabalho, quando há desemprego generalizado, ou de ser rejeitado pelos parentes e amigos parece alto demais para eles. Eles são retratados como criminosos e traidores do país.

História e Política

O Azerbaijão é um pequeno país localizado ao sul da Rússia, ao lado do mar Cáspio. Seu nome deriva dos azeris, um antigo povo do Cáucaso; a palavra persa azer significa “fogo”. A região onde está localizado o Azerbaijão foi dominada por diversos impérios, como o Medo, Persa, Grego, Selêucida, Romano, Sassânida e Mongol, tendo, portanto, sido visitada por importantes personagens históricos, como Dario III, Alexandre, o Grande, Trajano, Ghengis Khan e Tarmelão. Por volta do ano 642 d.C., os árabes muçulmanos dominaram a islamizaram a região.

Do século XI ao XIV, a região foi comandada política e militarmente pelo império turco-otomano. Por ser banhado pelo mar Cáspio e estar numa região estratégica do Cáucaso, o Azerbaijão foi palco de diversas disputas militares.

A partir do início do século XX, a região passou a ser dominada pela Rússia e, após a revolução bolchevique de 1917, foi estabelecido um regime comunista, passando o país a fazer parte do bloco soviético (URSS). O governo comunista do Azerbaijão só teria fim em 1991.

Por algum tempo, o Azerbaijão manteve um conflito armado com a vizinha Armênia. O conflito com a Armênia em relação ao enclave de Nagorno-Karabakh ainda não foi resolvido. Essa é uma região habitada por armênios, que passou à jurisdição do Azerbaijão em 1923, devido a uma decisão tomada por Stalin. Embora o Azerbaijão deseje dar alguma autonomia à região, a Armênia afirma que lá é seu território. Este é um conflito que pode reacender-se.

População

Os azeris ou azerbaijanos constituem ampla maioria no conjunto da população do país (82%), seguidos dos russos (6%), dos armênios (5,6%), que estão concentrados em Nagorno-Kabakh, e de outras etnias.

A maioria da população professa a religião muçulmana, em especial a sua corrente mais radical, o xiismo, que cresceu enormemente no país desde os anos 1980 por causa da influência do vizinho Irã. Por isso o Azerbaijão tem mais em comum com as nações situadas na Ásia Central do que com os seus vizinhos da região do Cáucaso.

Economia

A desaceleração econômica global atual apresenta alguns desafios para a economia do Azerbaijão, já que os preços do petróleo continuam baixos, se comparados aos de 2008. Isso ressalta a dependência do Azerbaijão da exportação de energia e as tentativas frustradas de diversificar a sua economia.

A produção de petróleo no Azerbaijão aumentou dramaticamente em 1997, quando o país assinou o primeiro acordo de partilha de produção (PSA) com a Companhia Operacional Azerbaijão Internacional. No entanto, o Azerbaijão fez apenas progressos limitados na instituição de mercado das reformas econômicas. A corrupção evidente nos setores públicos e privados e as ineficiências estruturais na economia continuam a ser um obstáculo ao crescimento do país a longo prazo.

Há vários outros obstáculos que impedem o progresso econômico do Azerbaijão, como poucos investimentos em projetos estrangeiros no setor de energia e o conflito com a Armênia sobre a região de Nagorno-Karabakh. O comércio com a Rússia e outras ex-repúblicas soviéticas tem diminuído significativamente, embora, por outro lado, tenha aumentado com a Turquia e outros países da Europa. O Azerbaijão tem capacidade de gerir a sua riqueza energética para promover um crescimento sustentável da economia e estimular o emprego.

LEIA MAIS SOBRE A IGREJA PERSEGUIDA NO AZERBAIJÃO


A Igreja Perseguida em Marrocos

sexta-feira, 23 de setembro de 2011



A Igreja

O cristianismo chegou ao Marrocos ainda no primeiro século da era cristã e muitas dioceses já haviam sido estabelecidas no final do século II. Infelizmente, a Igreja passou por problemas terríveis nos anos seguintes devido à perseguição romana, às invasões dos vândalos e a divisões internas. Finalmente, os exércitos muçulmanos colocaram um ponto final na presença do cristianismo na região.

Em 1220, um novo esforço missionário foi iniciado pelos franciscanos, mas a evangelização foi suprimida e a Igreja continuou fraca. A atitude positiva de seus líderes com relação ao movimento de independência ajudou a melhorar a imagem do cristianismo perante a opinião pública.

Cerca de 90% dos cristãos marroquinos são imigrantes. Não se sabe ao certo o número de ex-muçulmanos marroquinos, pois muitos temem tornar pública sua nova fé.

O país está mais aberto ao cristianismo do que no passado. A tendência é que haja mais artigos em jornais sobre os cristãos marroquinos. Os líderes têm sido interrogados menos regularmente pela polícia.


A perseguição

A Constituição marroquina assegura liberdade de religião e, apesar de o islamismo ser a religião oficial do país, os estrangeiros podem praticar livremente sua fé. Eles frequentam cultos religiosos sem quaisquer restrições ou temor de represálias.

Entretanto, o evangelismo é desencorajado pela sociedade. A maioria dos cidadãos vê as atividades evangelísticas como ameaça à lei e à ordem nesse país muçulmano.

Também é ilegal qualquer tentativa de se converter um muçulmano. O infrator pode ser punido de três a seis meses de prisão, e uma multa de 10 a 50 dólares. O muçulmano que se converter também é punido: legalmente pela lei islâmica, ou informalmente pela sociedade.

É difícil esconder as atividades da Igreja, o evangelismo em especial, pois as pessoas vigiam umas às outras, e a polícia conta com uma rede de informantes. Se essas atividades da Igreja forem notadas, ou causarem influência social, deve esperar-se um contra-ataque.

A tendência fundamentalista muçulmana está crescendo, e exerce sua influência nas autoridades e na sociedade. Enquanto a Igreja se mantiver quieta, ela será tolerada. A partir do momento que tentar expandir suas atividades, por exemplo, evangelizando, ela será oprimida.

Um cristão fez o seguinte relato: "Quando olhamos para a Igreja marroquina, somos forçados a dizer que o número de marroquinos que fizeram uma decisão por Cristo é limitado. De uma população de milhões de pessoas, há apenas alguns milhares de cristãos. Não há permissão para que nos organizemos como uma verdadeira Igreja e temos de nos reunir em nossas casas. Além disso, há apenas algumas dezenas de igrejas em todo o país - com maior concentração nas áreas urbanas - e é difícil estabelecer um modelo de trabalho eficaz para a Igreja marroquina.

A liderança é fraca, e grande parte de nosso material nos chega ilegalmente. Quando a conversão de um muçulmano ao cristianismo se torna pública, a pressão para que renunciemos à fé cristã é intensa. Somos presos, espancados, e nos oferecem incentivos para que retornemos ao islamismo. Cristãos que pertenciam a grupos muçulmanos severos são os que mais têm problemas.

Demorou um século para a Igreja marroquina chegar ao lugar que está e, portanto, não esperamos um crescimento acelerado agora."


Motivos de oração

1. Há décadas que a perseguição apresenta um crescimento constante. Ore para que o governo marroquino assegure a liberdade religiosa aos cristãos e para que estes possam cultuar e evangelizar sem restrições. Peça também pela segurança dos cristãos marroquinos e pelo abrandamento da postura do governo.

2. A Igreja não tem liberdade para evangelizar livre e abertamente. Ore para que os cristãos marroquinos continuem a desenvolver meios criativos de difundir as boas novas sobre Jesus e para que seus esforços evangelísticos sejam protegidos da repressão pelo poder do Espírito Santo.

3. Interessados no cristianismo são alvo de intimidação. Contatos com organizações estrangeiras são ilegais e passíveis de condenação à prisão. No entanto, os marroquinos continuam a entrar em contato com programas de rádio cristãos para solicitar materiais de estudo. Ore pela segurança destas pessoas e para que os materiais enviados não sejam interceptados.

4. Estrangeiros cristãos que trabalham no Marrocos têm sido descobertos, presos e expulsos do país. Ore pedindo proteção para estes cristãos e eficácia para seus testemunhos. Novos profissionais estão constantemente chegando ao país para se juntar a este grupo de cristãos estrangeiros que muitas vezes encontra oportunidades discretas para testemunhar.

5. Ore pelas jovens igrejas. Peça a Deus para protegê-las de ataques, para fazê-las crescer e multiplicar-se.

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A Igreja Perseguida na Malásia

sexta-feira, 16 de setembro de 2011



A Igreja

Os protestantes e católicos somam mais de meio milhão de membros cada. Muitas igrejas estão sob total liderança nativa. Os cristãos mantêm inúmeros ministérios na Malásia, incluindo hospitais, emissoras de rádio e programas de implantação de igrejas.

A Perseguição

A Malásia é uma nação muçulmana e uma grande promotora da solidariedade islâmica em todo o mundo. A legislação malaia proíbe que um muçulmano se converta a outra religião. Qualquer pessoa que for flagrada testemunhando para um muçulmano pode ser multada e presa por um período de até dois anos. Os malaios, que são o maior grupo étnico, são muçulmanos em sua maioria e têm o direito de receber instrução religiosa islâmica nas escolas, enquanto nenhuma outra religião pode ser ensinada. O cristianismo, entretanto, é a religião que cresce mais rapidamente na Malásia.

O Futuro

Quase todas as denominações e associações de igrejas na Malásia exibem sinais de rápido crescimento. É provável que em 2050 a igreja contará com mais de 3 milhões de membros, chegando a mais de 10% da população. A perseguição poderá se intensificar na forma de tentativas esporádicas de controlar e restringir o crescimento da igreja.

Motivos de Oração

1. A igreja está em crescimento. Louve a Deus pelos muitos recém-convertidos e ore para que a igreja consiga instruí-los adequadamente, assim como ordenar novos missionários.

2. A igreja tem a oportunidade de evangelizar. As restrições são muitas e os cristãos precisam agir com discrição, mas há possibilidades de se compartilhar o Evangelho. Ore pedindo a Deus que conceda discernimento e sabedoria aos cristãos da Malásia.

3. Há um grande número de imigrantes na Malásia. Ore para que a igreja seja capaz de evangelizar esses trabalhadores, que talvez não tenham a oportunidade de serem alcançados em seus países de origem.


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A Igreja Perseguida na Jordânia

sexta-feira, 9 de setembro de 2011





A Igreja

Os primeiros cristãos chegaram ao país durante a época dos apóstolos, e seus descendentes resistiram até os dias de hoje, mantidos pelo zeloso clero ortodoxo.

As cidades de Husn, no norte, e Fuheis, perto do Amã, a capital, são predominantemente cristãs. As cidades de Madaba e Karak, ambas ao sul da capital, também têm populações cristãs significantes.


A perseguição

A liberdade religiosa no país piorou entre 2007-2008. O governo abriu casos judiciais contra apóstatas (pessoas que abandonaram o islamismo) e expulsou cerca de 30 obreiros cristãos estrangeiros.

Membros de grupos religiosos não-registrados e ex-muçulmanos sofrem discriminação legal e correm o risco de perder seus direitos civis. Alguns indivíduos, e até famílias inteiras, têm sido ameaçados.

Os tribunais regidos pela sharia (lei islâmica) têm autoridade de processar evangelistas e pessoas que abandonam o islamismo.

Quando um muçulmano se converte ao cristianismo, o ato não é legalmente reconhecido pelas autoridades e o indivíduo continua a ser tratado como muçulmano perante a lei. Os filhos menores de um muçulmano do sexo masculino que se converte ao cristianismo continuam sendo legalmente muçulmanos.

Como o cristianismo é uma religião reconhecida, e os não-muçulmanos podem professar e praticar a fé cristã, as igrejas devem receber reconhecimento legal do governo. Elas precisam dele para ter direito à posse de um terreno, e para ministrar os sacramentos, inclusive o matrimônio. As igrejas e outras instituições religiosas solicitam o registro junto ao primeiro-ministro.

O governo leva em conta os seguintes critérios para reconhecer as igrejas cristãs: a fé não deve contradizer a natureza da Constituição, nem a ética, os costumes, ou as tradições públicas; deve ser reconhecida pelo Conselho de Igrejas do Oriente Médio; não deve se opor à religião nacional; e o grupo deve ter alguns jordanianos como membros. O Governo não interfere no culto público da minoria cristã.

Muhammad Abbad al-Qader Abbad se converteu ao cristianismo há 15 anos. Ele foi acusado de apostasia no dia 28 de março de 2008 perante o Tribunal Islâmico de Aman. Ele e a esposa, Muna, têm dois filhos: Joy, de 11 anos, e Salam, de 9 anos. Em 23 de março, Muhammad e Muna foram atacados e agredidos por fundamentalistas muçulmanos. O filho dele também foi agredido porque tentou proteger o pai.

O pai de Muhammad informou o caso à polícia e pediu custódia das duas crianças do casal. Quando Muhammad foi até a polícia registrar uma reclamação contra os agressores, eles lhe disseram que voltasse no dia seguinte. Pela manhã, quando o cristão voltou à delegacia, foi levado ao escritório do governador para ser questionado sobre sua conversão ao cristianismo. Em seguida, foi enviado para um tribunal da sharia e acusado de apostasia. O pai de Muhammad estava no tribunal e pediu ao juiz lhe concedesse a custódia dos dois netos. Quando Muhammad falou que nunca tinha sido muçulmano porque era ateu antes de se tornar cristão, ele foi condenado à uma semana de prisão por desacato.

Ele foi levado de volta para a delegacia de polícia e de lá foi enviado para a Prisão de Jweideh, em Aman. Por causa da agressão sofrida nos dias anteriores, ele acabou desfalecendo por duas vezes, até que foi levado para um hospital, onde foi algemado à cama. Uma audiência ocorreu no dia 27 de março, mas Muhammad Abbad se recusou a negar sua fé e voltar ao islã.

Os advogados o aconselharam a negar a fé porque Muhammad perderia o caso e a custódia dos filhos no tribunal. Por isso, o casal decidiu fugir do país na sexta-feira, 28 de março. Depois de se esconder em países árabes diferentes por quase duas semanas o casal viajou a um país europeu e encontra-se em asilo.


Motivos de oração

1. A Igreja desfruta de liberdade. Ela está usando essa liberdade para compartilhar sua fé. Ore para que a abertura religiosa continue e seja intensificada pelos meios de comunicação, como os programas de rádio em ondas curtas, por exemplo.

2. A Igreja precisa manter-se sensível ao clima religioso. As oportunidades de testemunho exigem tato e discrição. Ore pela distribuição de literatura e vídeos evangelísticos realizada pelas livrarias, pois este tem sido um trabalho particularmente frutífero.

3. A Igreja sofre com os ataques dos radicais. Alguns ministérios têm sido alvos de atentados com bombas incendiárias e alguns líderes já foram ameaçados de morte. Ore para que os líderes cristãos continuem a compartilhar sua fé com ousadia e para que o governo apoie os cristãos em sua luta contra a perseguição.


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A Igreja Perseguida Em Israel

sexta-feira, 2 de setembro de 2011







A Igreja


Os cristãos – católicos ou ortodoxos em sua maioria – formam uma pequena parcela da população, mas sua participação percentual está em crescimento. O número de protestantes é inferior a 10 mil pessoas. A maior concentração de cristãos está entre os árabes palestinos.


A Perseguição


Há liberdade para que os cristãos ministrem o Evangelho dentro de suas próprias comunidades, com exceção feita aos cristãos de origem judaica. Também há liberdade para evangelizar, apesar de existir uma clara reprovação. O governo tem exercido pressão sobre a evangelização, mas até o momento não obteve êxito. Uma importante legislação "antimissionária" foi proposta no final de década de 90, porém não foi aprovada. Muitos judeus vêem os cristãos como destruidores da nação judaica, tanto por causa do Holocausto como devido ao proselitismo, mas há muitos cristãos que apóiam Israel por seu importante papel na profecia bíblica, chegando ao extremo de negar ajuda aos cristãos palestinos.


O número de judeus convertidos ao protestantismo em Israel tem crescido de forma significativa nas duas últimas décadas. Um pastor messiânico afirmou: "Hoje em dia, há cerca de 60 congregações messiânicas em Israel, onde se mantém a língua hebraica. É muito difícil, e às vezes perigoso, alcançar o povo judeu que vive em Israel. No entanto, pouco tempo atrás isso era quase impossível. Com exceção de alguns judeus messiânicos de Eilat, um balneário turístico secular onde um judeu ortodoxo jamais colocaria o pé, ninguém ousava falar abertamente a respeito de Jesus. No entanto, cada vez mais pessoas estão assumindo uma posição corajosa e falando ousadamente do Messias. E o Senhor tem transformado vidas de maneiras muito interessantes."


O pastor relembrou o encontro com Ronit, na praia de Telaviv. "Ele parecia um judeu não praticante. Eu lhe falei sobre Jesus Cristo, mas ele continuava afirmando que não acreditava em mim e que eu estava mentindo. Ele reagiu da mesma forma quando eu li Jeremias 31:31: ‘Eis aí vêm dias, diz o Senhor, e firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá’. Ele declarou que vinha de uma família ortodoxa e que sabia que minha Bíblia era falsa.


"Então eu disse que aquele texto era parte do Velho Testamento, o mesmo livro que ele lia, mas não havia meio de convencê-lo do contrário. Na língua hebraica, a palavra para aliança é a mesma para testamento e eu percebi que Ronit ficou chocado com a idéia de que Deus havia prometido um "Novo Testamento" na Bíblia judaica. Então eu lhe disse para ir para casa e ler o que estava escrito em sua versão das Escrituras. Mais tarde, ele poderia me procurar para conversarmos mais."


Ronit voltou para sua casa e leu aquele versículo em Jeremias que, obviamente, era exatamente o mesmo. Então perguntou a seu pai, um rabino, o que significava aquela nova aliança sobre a qual Jeremias profetizou. Seu pai deu de ombros e respondeu que não era nada importante, mas apenas algo que iria acontecer no fim dos tempos. Não satisfeito com a resposta do pai, Ronit retrucou que um judeu messiânico dissera que aquele versículo falava sobre Jesus. Ao ouvir isso, seu pai reagiu de forma furiosa: "Nunca mais fale com qualquer um deles!"


No dia seguinte, Ronit procurou o pastor e admitiu que o texto bíblico estava correto, mas fez a seguinte provocação: "Se Jesus é mesmo o Messias, que Ele me dê um emprego, pois estou desempregado há três meses." Assim que o pastor terminou de orar com Ronit, o celular do jovem rapaz tocou. Era o antigo patrão que o havia despedido três meses atrás, pedindo para que Ronit voltasse ao trabalho. Naquele momento, o rapaz aceitou Jesus como o Messias.


Pouco tempo depois, o pai de Ronit o expulsou de casa devido a sua conversão. E alguns cristãos o acolheram. Alguns dias mais tarde, porém, o rabino se deu conta de que havia perdido seu filho e que tudo deveria ser feito para trazê-lo de volta. Assim, o pai ofereceu-lhe um apartamento e enviou muitas pessoas para que o convencessem de que havia tomado uma decisão errada. Entre essas pessoas, havia gente da Yad Lachim, uma organização antimissionária ortodoxa. Essas pessoas também procuraram o pastor e o acusaram de ser nazista.


O pastou ainda relatou: "Veja, se você leva um judeu a Cristo, os demais acham que você está assassinando uma alma judia. Suásticas foram pintadas nas paredes de minha casa, membros de minha congregação foram perseguidos e um jornal ortodoxo publicou um artigo sobre nós repleto de mentiras. Segundo o artigo, nós atraíamos crianças com doces para ir a igreja e, então, as batizávamos. O artigo ainda alertava para que os leitores jamais entrassem em nossa congregação e fornecia nosso endereço em Telaviv.


"Mas o Senhor usou essa publicidade negativa a sua divina maneira. Uma garota de Jerusalém, nascida e criada no seio de uma família ortodoxa, leu o artigo. Há muito tempo ela estava curiosa a respeito do movimento messiânico, porém não sabia como obter mais informações. Ela tomou o ônibus para Telaviv e nos visitou. Agora, ela também é uma de nós."


O Futuro


A participação percentual da igreja em relação à população israelense cresce vagarosamente, principalmente em função dos nascimentos nos lares cristãos. As igrejas judaicas locais e independentes são a exceção, pois agregam centenas de novos convertidos ao rol de membros. Por volta de 2050, é possível que o número de cristãos em Israel corresponda a 25% da população.


Motivos de Oração


1. A igreja desfruta de liberdade para o ministério, porém precisa ser discreta ao evangelizar. Os cristãos podem prestar culto, mas quando as atividades começam a envolver as comunidades de judeus e muçulmanos, elas devem ser realizadas com tato e sem estardalhaço. Ore para que novas formas de evangelismo sejam desenvolvidas.


2. A igreja em Israel sofre forte discriminação. Os judeus que não professam nenhuma religião são mais bem-vindos em Israel do que os messiânicos. Aos cristãos de origem judaica é negada qualquer posição legal como grupo religioso e muitos não recebem vistos ou cidadania. Ore para que eles continuem a ser ousados ao compartilhar sua fé.


3. A igreja sofre com a desinformação da população. Com freqüência, os israelitas vêem os cristãos como perseguidores. Ore para que o Evangelho seja compreendido como o derradeiro cumprimento da herança judaica e para que ocorra um verdadeiro movimento em direção a Cristo no país.


4. A igreja sofre com as constantes guerras. Ataques, bombas e guerras têm sido constantes na vida da igreja. Ore pelo término dos conflitos e pela instauração da paz.


5. A igreja sofre com o preconceito. Muitos cristãos no mundo todo têm ignorado os palestinos em seu auxílio à nação de Israel, embora os muçulmanos palestinos necessitem de salvação tanto quanto os israelitas. Ore para que ocorra um crescente interesse global pelas necessidades do povo palestino e pela pregação do Evangelho entre eles.

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A Igreja Perseguida no Iêmen

sexta-feira, 26 de agosto de 2011






A Igreja

Enquanto o Iêmen estava sob o domínio do Império Romano, o cristianismo se estabeleceu na região, por volta do século IV.

O islamismo chegou à região no ano 630 e o país se tornou um califado. Com o avanço do islamismo, os cristãos foram expulsos.

Atualmente, há cerca de 3 mil cristãos no país, refugiados ou imigrantes na maioria. Na cidade de Aden, um porto ao sul do país existe três igrejas católicas romanas e uma anglicana.

Há pouquíssimos iemenitas convertidos. Eles ainda não estão organizados em uma igreja regular. Muitos deles chegaram ao conhecimento de Jesus Cristo por meio de transmissões radiofônicas. Eles mantêm suas identidades religiosas em sigilo, pois temem o que pode lhes acontecer se forem descobertos.

Missionários e ONGs cristãs afiliadas a grupos de ajuda operam no país, e a maioria deles restringe suas atividades às áreas médica, social e educacional.


A perseguição

A Constituição declara que o islamismo é a religião do Estado e que a sharia é a fonte de toda legislação.

O governo proíbe os não-muçulmanos de evangelizar. Sob o islamismo, na forma como é aplicado no país, a conversão de um muçulmano para outra religião é considerada apostasia, crime punível com a morte.

A perseguição é perpetrada principalmente pela família e sociedade, contra os muçulmanos que abandonam o islamismo.

Bilquis conheceu o evangelho quando ouviu uma rádio cristã. A mensagem tocou seu coração e ela desejou saber mais sobre o cristianismo. Surpreendentemente, ela descobriu que havia uma mulher cristã morando perto de sua casa e elas começaram a estudar a Bíblia juntas. Sua família, porém, suspeitou de seu interesse no cristianismo e a agrediu. Bilquis ainda se encontra com sua vizinha cristã, mas vive sob medo constante. Ela sabe que, se seus familiares descobrirem, será novamente agredida e ficará confinada dentro de sua casa.


Motivos de oração

1. Os iemenitas sofrem por não conhecerem o evangelho. O islamismo já domina o Iêmen por mais de mil anos. Ore para que o evangelho ganhe mais terreno no país.

2. São necessárias formas criativas de levar o evangelho ao Iêmen. Ore pelos cristãos que trabalham no país e têm a chance de testemunhar de forma discreta. Alguns têm obtido êxito em compartilhar as boas novas.

3. A única comunhão de alguns cristãos são os programas das rádios cristãs. Transmissões de rádio têm sido responsáveis por centenas de conversões secretas. Ore pela continuidade da eficácia das rádios e pelo desenvolvimento de métodos que promovam o relacionamento entre os cristãos que mantêm sua fé em sigilo.

4. Muitos convertidos iemenitas sentem-se completamente solitários, ainda que estejam rodeados por seus familiares muçulmanos. A descoberta poderia levar à prisão, condenação e até a morte. No entanto, sem ter ninguém com quem se relacionar, muitos convertidos correm o risco de abandonar o recém-descoberto relacionamento com Cristo.

5. Os lideres do país necessitam de um relacionamento com Jesus Cristo. Ore para que os governantes aprovem e cumpram leis que assegurem a liberdade religiosa, permitindo o livre exercício da religião e a evangelização. Peça pela conversão dos governantes.

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A Igreja Perseguida na Arábia Saudita

sexta-feira, 19 de agosto de 2011






A Igreja
De acordo com a tradição, o apóstolo Barnabé foi o primeiro a levar o evangelho à Arábia Saudita. Quando o islamismo chegou à região, já havia uma grande população de cristãos que auxiliou Maomé durante o seu exílio. Quando o islamismo assumiu o controle, no século VII, todos os cristãos foram expulsos. Desde então, nenhuma missão foi autorizada a entrar no país. Atualmente, a maioria dos cristãos no território saudita é constituída de estrangeiros que vivem e trabalham nas bases militares ou para as companhias de petróleo. Há um pequeno grupo de cristãos sauditas não declarados, vivendo sob constante temor de serem descobertos, presos e executados. Eles encaram os novos convertidos não com júbilo, mas com medo e suspeita. Essa atitude impede o crescimento da Igreja. Há convertidos sauditas, mas é extremamente difícil se chegar a um número exato, pois não estão organizados em igrejas, nem em grupos domésticos.

A perseguição

O governo não reconhece legalmente a liberdade religiosa e nem lhe dá proteção. A prática pública de religiões não-muçulmanas é proibida. No que diz respeito à política pública, o governo afirma garantir e proteger os direitos de cultos privados para todos, incluindo não-muçulmanos que se reúnem em casas; no entanto, esse direito não é sempre respeitado na prática e não está definido na lei.
A Arábia Saudita é uma monarquia islâmica sem proteção legal à liberdade de religião. O islamismo é a religião oficial e a lei exige que todos os cidadãos sejam muçulmanos. De acordo com a sharia, a apostasia (abandono do islamismo) é considerada um crime punível com a morte se o acusado não se retratar. O governo proíbe a prática pública de religiões não-muçulmanas. O governo reconhece o direito de cristãos estrangeiros cultuarem em particular. Entretanto, na prática ele nem sempre respeita este direito. As pessoas detidas pela prática do culto não-muçulmano quase sempre são deportadas pelas autoridades, algumas vezes, depois de longos períodos de detenção. Em alguns casos, são também sentenciadas a açoites antes da deportação. Os cristãos que exercem sua fé de modo particular e discreto quase nunca são incomodados. Entretanto, há problemas quando cidadãos se queixam dos cultos realizados pelos vizinhos. Alguns alegam que informantes pagos pelas autoridades se infiltram em seus grupos cristãos particulares. Os não-muçulmanos são rigorosamente proibidos de entrar na cidade sagrada de Meca; os que ultrapassam os limites podem ser mortos. Além disso, os cristãos da Arábia Saudita vivem sob constante risco, isso devido à atuação de radicais islâmicos que podem tentar assassinar os líderes das comunidades cristãs ou infiltrar informantes entre os membros das igrejas. O governo oferece uma recompensa equivalente a um ano de salário - um prêmio tentador para muitos - a qualquer pessoa que denunciar uma reunião cristã. O governo não permite que clérigos não-muçulmanos entrem no país com o propósito de dirigir cultos, apesar de alguns o fazerem em segredo. Tais restrições tornam muito difícil para a maioria dos cristãos manter contato com clérigos e frequentar cultos. O Comitê para Promoção da Virtude e Prevenção do Vício (comumente chamado de "polícia religiosa" ou mutawwa) é uma entidade governamental e seu presidente tem condição ministerial. A mutawwa tem autoridade para deter pessoas, não mais que 24 horas, por violação dos estritos padrões de vestuário e comportamento. Entretanto, às vezes ultrapassam esse limite antes de liberarem os detidos para a polícia. O proselitismo e a distribuição de materiais não-muçulmanos, como Bíblias, são ilegais. As autoridades alfandegárias costumam abrir correspondências e carregamentos à procura de contrabando, incluindo materiais cristãos, como Bíblias e fitas de vídeo. Tais materiais estão sujeitos ao confisco, apesar das normas parecerem aplicar-se arbitrariamente. O governo restringe a liberdade de expressão e de associação, e a imprensa exerce a autocensura com relação a assuntos delicados, como a liberdade de religião. Não há organizações não governamentais independentes que monitorem a liberdade religiosa. A linguagem ofensiva e discriminatória sobre cristãos é vista nos livros-texto das escolas públicas, nos sermões das mesquitas e nos artigos e comentários na imprensa. Em agosto de 2008, Fátima al-Mutairi, a filha de 26 anos de um clérigo muçulmano, foi assassinada por seu irmão em Buraydah, Arábia Saudita, depois que contou à família sobre sua conversão. O contato de Fátima com outros cristãos era limitado a fóruns na internet e conversas telefônicas.

Motivos de oração

1. A Igreja sofre em função das relações pouco amistosas com o islamismo. Ore pelo retorno das boas relações entre os líderes islâmicos e os cristãos, o que permitiria a entrada de mais trabalhadores cristãos no país. 2. Os trabalhadores estrangeiros não podem realizar cultos. No entanto, realizam-se muitas reuniões secretas e clandestinas que o governo finge ignorar. Ore para que as reuniões realizadas por esses pequenos grupos continuem a ser toleradas e sejam uma fonte eficaz de testemunho e comunhão. 3. Os muçulmanos convertidos ao cristianismo são vítimas das piores punições. Um saudita convertido ao cristianismo é considerado um apóstata e pode ser punido com a pena de morte. O rei mantém uma polícia religiosa secreta extremamente comprometida com a manutenção da tradição islâmica. Os muçulmanos que se interessam pelo cristianismo enfrentam severas consequências, entre as quais a mais branda é o completo isolamento de familiares, amigos, colegas de trabalho e da própria sociedade. Ore e peça que Deus dê coragem aos novos convertidos, capacitando-os a enfrentar a perseguição pelo amor ao evangelho. 4. A Igreja não pode evangelizar. A literatura cristã é terminantemente proibida e visitantes não-muçulmanos não podem adentrar os limites da cidade sagrada de Meca sob pena de condenação à morte. 5. Asiáticos cristãos sofrem duras consequências por suas atividades. Cristãos filipinos, em particular, têm sido bem sucedidos em seus testemunhos. Eles chegam ao país para trabalhar em empregos humildes, como cozinheiros e empregados domésticos, e têm conseguido evangelizar seus empregadores com êxito. Ore pela segurança destes trabalhadores asiáticos e pelo sucesso de suas tentativas evangelísticas.

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A Igreja Perseguida na Eritreia

sexta-feira, 12 de agosto de 2011



A Igreja


Os cristãos são basicamente ortodoxos, e quase inteiramente da etnia tigrinia. As igrejas evangélicas estão crescendo, mas são limitadas em recursos para treinamento e evangelismo.
O medo que o governo tem do extremismo islâmico e dos evangélicos praticamente acabou com projetos e ajuda de ONGs internacionais, e também restringiu a entrada de obreiros cristãos.


A perseguição


Os cristãos estão sofrendo a pior perseguição de toda a história da Eritreia. A Constituição de 1997 provê liberdade religiosa, no entanto, ela ainda não foi implementada. Assim, não é permitida a distribuição de Bíblias no Exército e nas escolas. Desde setembro de 2001, foi suspensa definitivamente toda impressão de materiais religiosos (papeis e livros devocionais ou particulares etc.). Desde maio de 2002, todas as igrejas evangélicas estão fechadas por ordem do governo e precisam de autorização para funcionar. A prática de prender aqueles que se reúnem ou exercem qualquer outra atividade religiosa sem a autorização do governo já causou a prisão de mais de dois mil cristãos. Eles são mantidos em condições desumanas, presos em contêineres de metal ou em celas subterrâneas. Os evangélicos não têm personalidade jurídica e, até agora, os registros para suas igrejas não foram concedidos. Atualmente, a igreja evangélica reúne-se ilegalmente nas casas. O governo controla as escolas que eram cristãs e reluta em registrar outras. Em 2002, o governo do presidente Isaías Afworki fechou as 12 igrejas protestantes independentes da Eritreia, proibindo suas congregações de se reunirem até mesmo em casas. Desde então, pastores, soldados, mulheres, adolescentes, crianças e idosos foram presos quando surpreendidos em uma reunião, lendo a Bíblia e orando em grupos. O estado reconhece somente quatro instituições religiosas "históricas" no país, a saber: o islamismo, e as igrejas ortodoxa, católica e luterana evangélica. Dois líderes chave da Igreja do Evangelho Pleno, uma das maiores denominações pentecostais da Eritreia, foram presos às seis horas da manhã de 23 de maio de 2004, em suas casas, em Asmara. Durante as detenções, os policiais confiscaram as chaves dos gabinetes pastorais, e ameaçaram verbalmente suas esposas. Haile Naizgi, que atualmente trabalha como presidente da Igreja do Evangelho Pleno e o Dr. Kifle Gebremeskel, como presidente da Aliança Evangélica na Eritreia, estão presos em Asmara sem nenhum contato com suas famílias ou visitantes. Na mesma época, uma cantora cristã da Eritreia também foi presa em uma operação do Ministério da Defesa, apesar dela já ter cumprido seu serviço militar e nacional obrigatório. Helen Berhane era membro da Igreja Rema e havia lançado um disco que se tornara popular entre os jovens. Ela não atendeu às exigências de assinar um documento renegando sua fé em Cristo, prometendo não cantar mais, não compartilhar sua fé em Cristo e não realizar quaisquer atividades cristãs na Eritreia. Por conta disso, Helen ficou presa até o início de 2007. Ela saiu do país clandestinamente naquele ano e conseguiu asilo na Dinamarca, onde mora com sua filha. Entre 2008 e 2009, foram registradas as mortes de quatro cristãos nas prisões do país. Azib Simon, 37 anos, morreu de malária no Centro de Treinamento Militar Wi'a em agosto de 2008. Mogos Hagos Kiflom, 37, e Mehari Gebreneguse Asgedom, 42, morreram prisão militar de Mitire. Ambos, em consequência da tortura que sofreram.


Motivos de oração


1. Ore para que as restrições ao trabalho das ONGs estrangeiras sejam suspensas, e que seja mantida a harmonia entre as comunidades étnicas e religiosas. 2. Ore para que os cristãos sejam fervorosos por Jesus e causem um impacto significativo em sua nação e além dela. 3. Ore pelos líderes da Igreja, para que eles tenham sabedoria em pastorear o rebanho. Agradeça ao Senhor pelos líderes e membros fieis. 4. Ore por união entre as denominações cristãs da Eritreia e também pelo seu crescimento espiritual. 5. Ore para que o governo seja correto e justo, e que trate todas as religiões com igualdade e justiça. 6. Ore pelas finanças de cada congregação. Os líderes precisam ser pagos, templos precisam ser mantidos e eles têm uma grande responsabilidade de cuidar das famílias dos membros que estão no serviço militar.




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A igreja Perseguida no Egito

sexta-feira, 5 de agosto de 2011






A Igreja
O cristianismo chegou ao Egito logo no 1º século a.C.. Segundo a tradição, foi o apóstolo Marcos que fundou a Igreja de Alexandria. Muitos movimentos cristãos importantes surgiram no Egito em anos posteriores. O islamismo só chegou ao país séculos depois, e conversões em massa fizeram dele a religião principal. O cristianismo abrange em torno de 11% da população e sua participação percentual está crescendo lentamente, em função dos nascimentos em lares cristãos. A cada ano, o contingente cristão sofre baixas devido à emigração e à conversão ao islamismo. A Igreja evangélica começou há 150 anos, e é ativa na implantação de igrejas e na área da educação e da saúde.

A perseguição

Embora os cristãos tenham liberdade religiosa, estão sujeitos à discriminação por parte da sociedade e de representantes do governo.
Certo líder cristão afirmou: "A situação que vejo a meu redor frequentemente me entristece. Em minha cidade, que costumava ser inteiramente cristã, o quadro piora diariamente. A maioria da população tornou-se muçulmana e muitos cristãos saíram do país ou foram para cidades maiores. Aqueles que permaneceram vivem geralmente em estado de extrema pobreza." "Existem muitas pessoas que se autodenominam cristãs, mas dificilmente sabem alguma coisa sobre Cristo. A maioria não possui Bíblia e tampouco treinamento. É muito fácil os cristãos serem influenciados pelas doutrinas islâmicas e renunciarem à fé cristã, às vezes estimulados por ganhos materiais." "O mandamento de Deus para nós aqui, ao norte do Egito, é "fortalecer os fracos, trazer de volta os desgarrados e buscar os perdidos", ou seja, cuidar de seu rebanho. Tentamos fazer isso de diversas formas. Em primeiro lugar, por meio de nossas aulas de alfabetização. Esse é um trabalho muito eficaz que tem levado muitos a conhecerem Jesus Cristo. Em segundo lugar, iniciamos um novo sistema de cursos bíblicos por correspondência. Com a falta de pastores em muitas igrejas, também iniciamos um programa de treinamento para líderes leigos que possam assumir a responsabilidade por suas respectivas comunidades. O treinamento desses jovens da região é a chave não somente para a sobrevivência da Igreja, mas também para seu crescimento e expansão. Além disso, estamos estabelecendo grupos de estudo bíblico. Vamos de aldeia em aldeia, formamos pequenos grupos e semanalmente estudamos a Bíblia e cantamos na casa de um dos integrantes." "Pelo fato de as garotas adolescentes formarem um grupo vulnerável em nossa sociedade, temos organizado conferências regulares para elas, nas quais abordamos temas como a dinâmica do casamento cristão, doutrinas básicas da fé, e como lidar com o medo. Elas correm o risco de serem estupradas por garotos muçulmanos e, de certa forma, obrigadas a se casar com eles". Esse líder cristão ainda revela que ele e outros cristãos das áreas rurais são perseguidos e ameaçados com frequência. Opositores já mandaram cães ferozes atacá-los e locais de reunião já foram incendiados. Ele ainda relata: "Às vezes, as atividades e pressões me afetam. Outro dia, a polícia me convocou para um interrogatório e queria saber por onde eu havia andado. Ainda por cima, alguns membros de minha família tentaram me convencer a emigrar para a Austrália. Devo confessar que considerei seriamente a questão! Minha saúde está abalada, o fardo é pesado e a caminhada é difícil. Mas o Senhor gentilmente me lembrou do Salmo 126.5: "Os que com lágrimas semeiam, com júbilo ceifarão". Perguntei a Deus se outra pessoa poderia chorar minhas lágrimas por algum tempo". A luta dos ex-muçulmanos Os muçulmanos que se convertem sofrem severa perseguição também. Eles podem ser marginalizados pela sociedade, presos, torturados e até mortos. Tudo isso acontece, em primeiro lugar, porque o governo não reconhece a conversão de muçulmanos para outra religião. Embora vários muçulmanos se convertam ao cristianismo a cada ano, o estigma social de deixar o islã força a maioria a esconder a decisão. A designação religiosa de "muçulmano" na identidade obriga que eles tenham uma vida dupla. São obrigados a se casar segundo a sharia (lei islâmica) e suas crianças têm de receber instrução religiosa islâmica na escola. Em agosto de 2008, um jovem egípcio que se converteu do islã ao cristianismo apresentou um requerimento judicial para que as autoridades reconhecessem sua nova religião. Mohammed Ahmed Hegazi, de 25 anos, levou a sua reivindicação ao Tribunal Administrativo do Cairo. Hegazi abraçou o cristianismo em 1999. Ele é casado e sua mulher também deixou de ser muçulmana para se tornar cristã. Mesmo assim, os dois tiveram de se casar segundo os ritos prescritos pela religião islâmica, que consta dos seus documentos de identificação. Mais tarde, os dois se casaram em uma igreja cristã. Além disso, Hegazi também gostaria que seus dois filhos fossem registrados como cristãos. O juiz Muhammad Husseini disse, em um veredicto de 29 de janeiro de 2008, que é contra a lei islâmica um muçulmano deixar o islã, e, por isso, negou o pedido de mudança de status religioso de Hegazy em seu documento de identidade. "O juiz disse que ele poderia ter a crença que quisesse no coração, mas no papel não poderia se converter", contou um dos representantes legais de Hegazy à agência de notícia Compass. A decisão do juiz Husseini foi fundamentada no Artigo II da Constituição Egípcia que faz da sharia, a base para a lei egípcia. Apesar da decisão, Hegazy ainda planeja apelar da decisão, ou, se possível, abrir um novo caso. Sua esposa, Zeinab, planeja ir à Corte pedir o seu registro como cristã. Ameaças de morte forçaram o casal, que teve uma filha em janeiro de 2008, a se esconder desde que o caso ganhou as manchetes dos jornais em agosto de 2007.

Motivos de oração
1. A Igreja beneficia-se de sua tradição. Ore para que os muçulmanos respeitem as antigas raízes da Igreja local. Ore também para que a liberdade de culto seja mantida e a liberdade de evangelização aumente.
2. Os novos convertidos enfrentam uma grande perseguição social. Ore por aqueles que deixaram a fé islâmica a fim de abraçar o cristianismo. Estes cristãos enfrentam muitas pressões e ameaças da sociedade e são frequentemente obrigados a conviver com a solidão e o perigo constante.

3. Os cristãos sofrem com os problemas econômicos do Egito. Ore para que os cristãos descubram meios de servir ao Egito e apresentem soluções aos problemas do país. Ore ainda para que os ocidentais também encontrem formas de ajudar a região.


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