Proteja seus princípios. Eles guardam o seu coração! - Bianca Toledo
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Muito tarde para sonhar?

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013




Sonhar! Quem não gosta de sonhar? Sonhar enquanto dorme, sonhar de olhos abertos, seja como for. No sonho nos permitimos ir além das nossas capacidades; voar como um pássaro, correr como um leopardo, ou sermos aquilo que gostaríamos de ser em nossa realidade.  Certa vez ouvi uma frase que diz “só não sonha quem já morreu” ou “morreu aquele que não consegue mais sonhar”. E é verdade! Aquele que não tem mais projetos, expectativas, se acomoda de tal forma que, nada mais faz diferença. E assim, acaba a garra, o vigor, a alegria. É bem verdade que, na busca dos nossos sonhos muitas vezes nos decepcionamos, choramos. Mas são etapas a serem vencidas em busca de um alvo.

Contudo, há momentos em que a nossa mente bloqueia. Olhamos para todos os lados e não enxergamos o que buscar, o que almejar. E vem a sensação de fracasso. Fracasso não por ter perdido, mas fracasso por nem conseguir começar. E quando queremos falar com Deus, nem sabemos o que dizer, pois não sabemos o que pedir.

É aí que devemos nos lembrar do Salmo 139.

SENHOR, tu me sondaste, e me conheces.
Tu sabes o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento.
Cercas o meu andar, e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos.
Não havendo ainda palavra alguma na minha língua, eis que logo, ó SENHOR, tudo conheces. 
Salmos 139:1-4

Quando não houver palavras em sua oração, deixe o seu coração falar. E o Senhor, que te conhece, que sabe o que é melhor para você, que tem o controle de tudo em Suas mãos, te guiará.

Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos.
E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno. 
Salmos 139:23-24

Os planos de Deus são sempre melhores que os nossos.

Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR.
Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos. 
Isaías 55:8-9

Peça a Deus que te traga de volta a esperança, a alegria de sonhar. Que te dê força e persistência para alcançar aquilo que Ele reservou para você.

Exultai, ó céus, e alegra-te, ó terra, e vós, montes, estalai com júbilo, porque o SENHOR consolou o seu povo, e dos seus aflitos se compadecerá.
Porém Sião diz: Já me desamparou o SENHOR, e o meu Senhor se esqueceu de mim.
Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti. 
Isaías 49:13-15

Nunca deixe de elevar os seus olhos para os montes (para o alto), pois o nosso socorro está nosso Senhor. (Salmo 121).


Declaração no deserto

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012


Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração. 
Oséias 2:14


Os cristãos têm o costume de afirmar que quando estão em uma situação difícil, estão no deserto. E, realmente, não é nada fácil estar no deserto.

Geograficamente, deserto é uma região de baixo índice pluviométrico. Assim, há lugares muito quentes que são desertos e há lugares muito frios, como nos polos, que também são considerados desertos. Mas, vamos levar em conta os lugares quentes, afinal é desse tipo o que encontramos nos relatos bíblicos.

No deserto não há conforto. Há sim um sol escaldante, que por si só, acaba com as nossas forças. Sentimos sede, fome, e não há uma lanchonete, nem a casa de alguém para conseguirmos ao menos um copo de água. Quando alguém passa pelo deserto, certamente é porque há um objetivo. Para uma pesquisa, aventura, ou porque faz parte do caminho. Mas, não é nada fácil estar ali.

O povo de Israel peregrinou 40 anos no deserto. E conhecemos o quanto murmuraram pela falta de água, comida, conforto. O deserto é um lugar de queixas. Mas o Senhor usou o deserto como cenário para fazer uma declaração de amor.

Na minha limitada compreensão da grandiosidade de Deus, entendo que as maiores declarações de Deus pelo seu povo acontecem no deserto; ou nós é quem conseguimos perceber este tão grande amor apenas quando estamos no deserto, ou seja, em meio ao sofrimento, à dor, à aflição, à aparência de que não há mais solução.
Foi na sede absoluta que Deus fez água sair da rocha. Foi na impossibilidade de o povo encontrar algo para comer que Deus fez “chover” codornizes. É quando pensamos que não há mais solução, que Deus vem e diz, posso todas as coisas.

Eu já passei por um deserto muito seco, repleto de areia, sol escaldante. Não era vontade minha estar ali, mas foi o Senhor que me levou para lá. Foi ali, no meio de todas as impossibilidades que Ele me deu a mais linda vitória.

Portanto, se você está hoje num deserto, não murmure. O Senhor te atraiu e Ele tem um objetivo. Ele quer falar ao seu coração.

Porque dEle, por Ele e para Ele

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012




Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém. 
Romanos 11:36

No culto de ontem, durante o louvor, pude refletir a respeito desse versículo. “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente”. E eu pensei que há coisas que faço que não glorificam a Deus. Se tudo é para Deus, se tudo é para glória de Deus, explodir de raiva, certamente, não é a atitude a ser tomada. E era o que eu havia feito momentos antes.

E eu pensei em quantas outras coisas fazemos e dispensamos a presença de Deus. Tudo o que você faz em seu namoro é para Deus, glorifica a Deus? No seu trabalho, no ambiente familiar? A gente nem percebe o quanto somos falhos porque estamos acostumados a seguir a nossa razão; e se estamos agindo com razão, está tudo bem, certo? Errado.

Todas as coisas são para Deus. E todas as coisas devem ser oriundas em Deus. E todas as coisas são feitas pelo Seu agir. Tomando o meu exemplo, eu falhei em permitir que o meu coração se enchesse de aborrecimento. Eu poderia dizer que havia lógica para o meu aborrecimento, mas apesar da lógica, naquele momento, o aborrecimento no meu coração superou o amor, e não me expressei da melhor forma que deveria. Assim, essa “coisa” já não era ORIUNDA em Deus. Depois, eu falhei porque a minha boca falou aquilo que meu coração estava cheio. Isso, não foi feito POR Deus. Apesar de “parecer” que eu estava correta, minha explosão não glorificou a Deus. “Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra.” 
Mateus 5:5

Mas, todas as coisas devem ser para Deus. E é por isso que preciso rever minha postura, minhas atitudes. É por isso que devo ler constantemente a palavra de Deus, orar e vigiar, para não entrar em tentação, afinal “na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.” Mateus 26:41


Tô de olho em você!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012




E, perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam. (Atos 16:25)
Ao ler essa passagem refleti a respeito das nossas ações. Paulo e Silas foram presos por anunciarem a Cristo, mas antes disso, receberam muitos açoites. E, além de estarem na prisão, eles estavam presos dentro da cela, pois seus pés estavam presos em um tronco. Ainda diante de tanto sofrimento no corpo, a alma deles estava em paz. Diante da adversidade, da injustiça, eles continuavam glorificando ao, digamos, “motivador” de suas prisões. Eles oravam e cantavam. Sim, eles oravam e cantavam, pois Deus era maior que tudo isso, porque Ele é digno de adoração em todo o tempo, porque o Senhor cuida de nós, e eles saberiam que Deus estava cuidando deles.
Eles oravam e cantavam hinos a Deus com o intuito de, tão somente adorar a Deus. Mas algo, além disso, aconteceu. Os presos os escutavam. A adoração de Paulo e Silas fez a diferença no cárcere. Quem sabe eles ficaram surpresos em, como poderia alguém louvar estando ferido e preso? Quem sabe eles não disseram, quero esse Deus pra mim?
Da mesma forma, quando nós agimos pura e simplesmente como adoradores, nos tornamos exemplos para alguém. Ainda que não tenhamos a intenção de evangelizar, estamos evangelizando com as nossas ações. E, na maioria das vezes, as nossas ações falam mais do que as palavras. Sim, é na prática que nos tornamos diferentes. É na prática que Cristo é reconhecido em nós. O mundo está cansado de tantos falatórios, tantas promessas, seguidas de hipocrisia, falsidade e fingimento.
Você já teve a experiência de uma pessoa, de repente, chegar e perguntar se você é crente. Você diz, sim, sou, como sabe? E a pessoa diz que você transmite paz, ou outros identificam em você outros frutos do Espírito Santo. Ficamos felizes, pois não fizemos nada de diferente para sermos reconhecidos, apenas estávamos agindo de maneira rotineira. E é assim que deve ser. Os frutos do Espírito Santo (amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Gálatas 5:22) devem estar presentes em nossas vidas sempre. E em tudo o que fizermos estaremos refletindo Cristo.
Então, repito a frase que encontramos em diversos locais: você está sendo observado! Que nossas ações rotineiras, que a nossa vida de adorador sejam notadas e façam a diferença na vida de alguém.

Palavras ao vento

quarta-feira, 28 de novembro de 2012













Mas alguns andam ensoberbecidos, como se eu não houvesse de ir ter convosco.
Mas em breve irei ter convosco, se o Senhor quiser, e então conhecerei, não as palavras dos que andam ensoberbecidos, mas o poder.
Porque o reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder.
Que quereis? Irei ter convosco com vara ou com amor e espírito de mansidão?
(I Coríntios 4:18-21)

Lendo essa passagem pensei como se Jesus dissesse essas palavras ao invés de Paulo.
Agimos como se não houvesse um juízo final, um momento em que teremos de prestar contas com o Senhor.
Quando Paulo diz que o reino não consiste em palavras, mas em poder, lembro da passagem em Mateus 7:21: Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
Muitos se surpreenderão quando Deus separar o joio do trigo. Muitos nunca imaginaram que durante toda a sua vida se portaram como joio. Muitos não entenderão como podem perder a salvação se foram crentes, se iam a igreja, se cantavam louvores e não tinham vícios. Muita gente que dá “glória a Deus” vai se surpreender.
Sim, porque Deus sonda os pensamentos de todos nós. Ele sabe quem está em primeiro lugar em nossas vidas. Ele conhece as nossas verdadeiras intenções, ainda que pensemos que as nossas intenções são as melhores. Ele sabe quem distorceu os Seus ensinamentos. Ele sabe tudo.
“E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória;
E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas;
E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda.
Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;
Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;
Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me.
Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber?
E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos?
E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te?
E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.
Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos;
Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;
Sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes.
Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos?
Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim.
E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna.” (
Mateus 25:31-46)

Quantos cônjuges dizem “eu te amo” e traem? Esse amor apenas de palavras é suficiente? É verdadeiro? Será que não estamos dizendo “eu te amo” ao Senhor e o traindo?
“Porque o reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder.”


Paulo voltaria aos coríntios, mas ainda haveria a oportunidade de mudança, conversão. Mas quando Jesus voltar será apenas para levar aos céus aqueles que fizeram dEle, verdadeiramente, com palavras e ações, Senhor de suas vidas.

Um bloqueio para amar

quarta-feira, 14 de novembro de 2012


Mais uma vez estou aqui para falar de amor. De um amor que, com toda sinceridade, é difícil de exercer.
Eu estava em Itabuna, com familiares, em um momento de lazer, quando próximo a nós um homem foi esfaqueado. Não sei ele morreu ou não, o fato é que percebi que não é nada fácil amar o nosso inimigo.
É fácil pedir compaixão ao que foi ferido, mas meu coração não conseguia expressar sentimento de amor ou perdão ao agressor. Ainda me esforço para cumprir o mandamento. É bem verdade que não sabemos o que o rapaz fez para provocar a fúria do outro. O fato é que é difícil amar incondicionamente. Mas Deus faz isso por nós.
Conheço uma pessoa que se converteu ao Senhor na prisão. E ele já havia sido preso outras vezes. Foi traficante e usuário de drogas. Talvez jovens tenham morrido devido à droga que ele fornecia. Talvez lares tenham sido destruídos por intermédio das drogas que ele vendia. Quem se habilitaria a orar por essa vida? Ele era um inimigo da sociedade. Mas hoje, hoje ele é uma bênção! Hoje ele é um pregador do evangelho, vive com um sorriso no rosto, é uma pessoa transformada. Hoje, por intermédio dele, muitas famílias estão sendo reestruturadas. Através da sua palavra, hoje muitas pessoas tem uma nova vida em Cristo. E o mesmo pode acontecer com homem que esfaqueou o outro.
Deve haver uma mãe que clama a misericórdia do Senhor, a transformação da vida do seu filho. Esse, justamente, a quem você deseja o mal.
Amar o inimigo não é fácil. Esse sentimento não brota espontaneamente no coração. Mas nós devemos buscar. Para obediência nossa, e salvação dele.

Alegria na tristeza

quarta-feira, 31 de outubro de 2012


A Bahia não aderiu ao horário de verão em 2012, mas a minha filha sim. Aliás, ela antecipou em 2 horas o seu despertar. Quem antes acordava às 7h30, agora acorda às 5h30. Ou antes. E eu que pensava que levantar 5h40 para trabalhar era cedo. Agora acho luxo!
Assim que ouço o chorinho no outro quarto, sigo na expectativa de que ela volte a dormir. E ela dorme... apenas 5 segundos! Acorda e dorme... mais 5 segundos! Até que os olhinhos abrem por completo e não tem jeito; ela acordou. E a minha sonequinha antes de me arrumar para ir trabalhar, foi embora.
Mas a “tristeza” em ela ter acordado cedo, e eu ter perdido minutos preciosos de sono, se transformam em alegria. Sim, afinal ela acordou! Sabe-se lá quantas famílias acordam em pranto porque seus filhos nunca mais abrirão os olhos? Sabe-se lá quantas famílias lamentam porque seus pequenos não possuem mais o fôlego de vida? Dariam tudo para atender a um choro, seja que horas fosse. E, graças a Deus, a minha filha está viva.
Não é fácil compreendermos a alegria na tristeza. Passamos a vida lamentando por tantas coisas, quando poderíamos compreendê-la e extrair dela uma grande lição. Foi o que Paulo e Silas fizeram.
Esses homens de Deus foram açoitados por pregarem a palavra de Deus, e depois presos. O comum seria se eles ficassem bravos, chateados com Deus, lamentando a própria sorte. Mas eles preferiram orar e louvar. Eles assumiram postura de verdadeiros adoradores e a prisão se transformou em poder do Senhor, libertação.

“E, perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam.
E de repente sobreveio um tão grande terremoto, que os alicerces do cárcere se moveram, e logo se abriram todas as portas, e foram soltas as prisões de todos.
E, acordando o carcereiro, e vendo abertas as portas da prisão, tirou a espada, e quis matar-se, cuidando que os presos já tinham fugido.
Mas Paulo clamou com grande voz, dizendo: Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos.
E, pedindo luz, saltou dentro e, todo trêmulo, se prostrou ante Paulo e Silas.
E, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar?
E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa.
E lhe pregavam a palavra do Senhor, e a todos os que estavam em sua casa.
E, tomando-os ele consigo naquela mesma hora da noite, lavou-lhes os vergões; e logo foi batizado, ele e todos os seus.
E, levando-os à sua casa, lhes pôs a mesa; e, na sua crença em Deus, alegrou-se com toda a sua casa.” (Atos 16:25-34)

Tudo em nossa vida vai mudar quando encontrarmos alegria na tristeza. Ou seja, quando encontrarmos a Cristo em meio às tribulações.


Até onde vai o seu amor?

quarta-feira, 10 de outubro de 2012


"Então saiu Satanás da presença do SENHOR, e feriu a Jó de úlceras malignas, desde a planta do pé até ao alto da cabeça. E Jó tomou um caco para se raspar com ele; e estava assentado no meio da cinza. Então sua mulher lhe disse: Ainda reténs a tua sinceridade? Amaldiçoa a Deus, e morre. Porém ele lhe disse: Como fala qualquer doida, falas tu; receberemos o bem de Deus, e não receberíamos o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios." (Jó 2:7-10)

Costumamos dizer aos quatro ventos: amo a minha família. No entanto, muitas vezes não lhe damos o amor necessário.

A esposa de Jó deveria ser uma mulher muito admirada por todos, afinal seu esposo era o mais rico. Ela deveria ser repleta de joias, carinho dos seus muitos filhos e amor do seu dedicado marido. Seu lar deveria ser o seu refúgio. Até que de repente, tudo muda. Seus filhos morrem de uma só vez, sua riqueza acaba e seu marido tornou-se um doente desprezível, que cheirava mal. Tudo muda, inclusive a sua fidelidade para com Deus e para com o seu esposo.

A esposa de Jó não estava preparada para os dias ruins. Ao invés de ser ajudadora do seu esposo, ela desejou a morte dele. Depois de tanta desgraça, o seu amor já não era suficiente para cuidar de alguém com feridas em todo o corpo e fedia.

Será que o nosso amor por nossa família é realmente algo sólido, capaz de enfrentar as dificuldades do dia a dia, do tempo, do inesperado, da vida? Será que o nosso amor é forte o suficiente para reconstruir o que foi perdido? Será que o nosso amor é suficiente para enfrentarmos doenças e assim nos dedicarmos a quem tanto precisa de nós?

Até onde vai o seu amor?

A restrita fé de Marta

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

 
Lendo João 11, uma situação me deixou intrigada. A passagem fala da morte de Lázaro, irmão de Marta e Maria, muito amigo de Jesus. Jesus estava em outra cidade quando foi avisado de que Lázaro estava muito doente. No entanto, o Cristo não foi de imediato socorrer o amigo, pois sabia que havia um propósito muito grande na morte dele. E no tempo determinado, Jesus foi até a família que lamentava a morte do irmão.
“Ouvindo, pois, Marta que Jesus vinha, saiu-lhe ao encontro; Maria, porém, ficou assentada em casa. Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. Mas também agora sei que tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá.” (João 11:20-22)
Ao que parece, Marta esperava um milagre da parte de Jesus. Até então, o que parece é que Marta acreditava que Jesus poderia fazer com que seu irmão voltasse à vida. Mas os versículos que seguem mostram que Marta, apesar de crer verdadeiramente em Cristo como sendo o filho de Deus, não esperava que fosse possível seu irmão voltar a viver.
“Disse-lhe Jesus: Teu irmão há de ressuscitar. Disse-lhe Marta: Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia. Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto? Disse-lhe ela: Sim, Senhor, creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo.” (João 11:23-27)
Há situações em nossa vida que nos fazem como Marta. Não deixamos de crer em Deus, não deixamos de crer em Jesus Cristo, mas também achamos que certas coisas são impossíveis e, o que nos resta é aceitarmos algumas coisas. Para os judeus, o espírito permanece na pessoa até o terceiro dia, mas no quarto, já houve a separação, e, portanto, solidifica-se o fim. Essa era a situação em que Lázaro se encontrava. Quatro dias de morto. Nada mais poderia ser feito.
Quando Jesus ordenou que retirassem a pedra que fechava o sepulcro, Marta não se encheu de esperança. Marta foi racional.  “Disse Jesus: Tirai a pedra. Marta, irmã do defunto, disse-lhe: Senhor, já cheira mal, porque é já de quatro dias. Disse-lhe Jesus: Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus?” (João 11:39-40)
Marta foi racional, como eu e você costumamos ser. “Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes.” (1 Coríntios 1:27) Jesus deu uma bronca em Marta. “Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus?” Como o meu nome é Marta, as histórias de Marta sempre me marcaram, e não foram poucas a vezes que essa bronca veio para mim também.
Por que será então que Marta disse no versículo 22 “Mas também agora sei que tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá.”? Talvez, apenas que a alma do seu irmão estivesse ao lado de Deus. Somos tão limitados, inclusive na nossa fé. Apesar de possuirmos intimidade com o Senhor, muitas vezes esperamos menos do que ele pode nos oferecer.
Quando eu leio a passagem, e imagino a cena, não visualizo um rosto manso dizendo: Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus? Eu visualizo o rosto de alguém que estava sofrendo, de alguém que estava chorando, de alguém que sabia que poderia mudar a situação, e ao ouvir o desânimo de alguém que ele já tinha dito que operaria o milagre, se vira bruscamente, e com tom de indignação diz: Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus?
E acredito que o Senhor diz a mesma coisa pra gente constantemente. Cremos que Ele é o Filho de Deus, mas a nossa fé é tão pequena que pensamos que certas coisas são difíceis demais de serem realizadas. Não duvidamos de que Ele tem Todo o Poder. Mas na prática, entramos em contradição. Será que é preciso que o Senhor te dê uma bronca para que você acredite no que Ele já disse que irá fazer? Será que é preciso que o Senhor te dê uma bronca para que Ele tenha a liberdade de operar um milagre em sua vida? Ouça o Senhor te dizer: Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus?
Creia!

O preço da excelência

quarta-feira, 19 de setembro de 2012




Quantas vezes passamos por lutas, perseguições e muitas outras situações em que olhamos para o alto e perguntamos: Senhor, por quê? Por que tudo isso, se eu nada fiz? Senhor, tudo o que tenho feito é buscar andar nos Teus caminhos, fazer a Tua vontade? Por que tanto sofrimento? Por que, Senhor, minha sina é o tempo todo fugir, correr, chorar, cair? Por que tenho que viver lutando para não ser destruído? Acaso o Senhor se esqueceu de mim?
Davi passou por maus bocados. Davi, que nada tinha feito de mal, de repente necessitou fugir para salvar a sua própria vida. Davi, tão estimado pelo rei Saul, agora era odiado pelo rei Saul. E por qual motivo? O que Davi fez para que isso acontecesse? Nada. Apenas cumpriu o que lhe cabia fazer. Davi fugia de Saul pelo fato de as pessoas o considerarem mais capaz que o rei. Davi seria morto porque era bom. Não, porque era excelente. Que loucura!
E me parece que perseguição é algo que costuma rodear os excelentes. Daniel era excelente, e por isso armaram para que ele fosse devorado pelos leões. Davi era excelente e matou a dez milhares e Saul apenas a milhares, e por isso, para o rei, ele deveria morrer.
Mas, eu não faço nada de grandioso e sou perseguido. Eu sou tão "apagada" e ainda assim, sofro tanto! Você pensa que não é nada, mas há quem conhece o seu grande potencial. Existe um ditado popular que diz: quando um não quer, dois não brigam. Mas esse ditado não está completo. Se um não quer, e o outro quer, existe sim a briga.
Existe uma luta muito grande que os nossos olhos não podem ver. São as lutas espirituais. Satanás não fica satisfeito em ver que suas ações estão aniquilando os planos deles. Ele não quer que você seja uma pessoa de oração. Ele não quer que você seja um crente ativo. Ele não quer que você seja reflexo de Cristo no seu ambiente de trabalho, na sua família, ou onde quer que você vá. Ele não quer que você seja excelente, e vai fazer de tudo para te destruir.
Mas, não tenha medo. O Todo-Poderoso é Deus. Quem dá o ponto final na nossa história, é Deus. E é por isso que os leões famintos não devoraram Daniel, nem a espada de Saul feriu a Davi. Deus nos livra dentro da cova dos leões, como nos dá caminhos para fugirmos das ciladas malignas.
Também, não escolha desistir de ser excelente como alternativa para o cessar das lágrimas. "Quando um não quer, dois não brigam". Não vai haver briga se você se condicionar aos propósitos do seu inimigo, se você se render. É isso mesmo que você quer? Jogar tudo pro alto porque já está cansado de sofrer? Abrir mão da salvação, abrir mão de Cristo, abrir mão do amor de Deus?
Daniel permaneceu fiel a Deus, e saiu ileso da cova dos leões. Davi permaneceu fiel e Saul foi morto, e não pelas mãos de Davi, pois apesar de ser perseguido, Davi não desejou a morte do ungido do Senhor. Permaneça fiel, e Deus vai te tirar do cativeiro.
"Quando o SENHOR trouxe do cativeiro os que voltaram a Sião, estávamos como os que sonham.Então a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua de cântico; então se dizia entre os gentios: Grandes coisas fez o SENHOR a estes.Grandes coisas fez o SENHOR por nós, pelas quais estamos alegres.Traze-nos outra vez, ó SENHOR, do cativeiro, como as correntes das águas no sul. Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria. Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos". (Salmos 126:1-6)
Faça como o cantor Lázaro: "vou passando pela prova dando glória a Deus!"



Como se não houvesse amanhã

quarta-feira, 12 de setembro de 2012



Quais seriam as suas últimas palavras da sua vida? A quem seria? Em 1 Reis 2, encontramos as últimas palavras de Davi ao seu filho Salomão. Salomão seria o seu sucessor, e por assim ser, Davi precisava aconselhar o seu filho. Entre as frases ditas, vale explanar estas: “Eu vou pelo caminho de toda a terra; esforça-te, pois, e sê homem. E guarda a ordenança do SENHOR teu Deus, para andares nos seus caminhos, e para guardares os seus estatutos, e os seus mandamentos, e os seus juízos, e os seus testemunhos, como está escrito na lei de Moisés; para que prosperes em tudo quanto fizeres, e para onde quer que fores.” (1 Reis 2:2-3)
Você já teve a experiência de se despedir de alguém muito querido? Eu já. Eu pensava que nunca mais veria essa pessoa e disse tudo o que estava em meu coração, e apontando sempre caminhos retos. Há uma canção secular que diz “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”; e é verdade. Por acreditarmos que haverá sempre um amanhã, adiamos o perdão, adiamos um conselho, adiamos atitudes, adiamos sentimentos. Por acreditarmos que haverá sempre um amanhã agirmos impetuosamente, pois haverá tempo para nos arrependermos. Por acreditarmos que sempre haverá um amanhã, não cuidamos do que está ao nosso alcance hoje, pois haverá outro alguém para fazer isso. Por acreditarmos que haverá um amanhã, nos damos a oportunidade de sermos medíocres.
E quem, na verdade, pode garantir que daqui a cinco minutos haverá fôlego de vida em si? O que será dos seus planos? Nada. Você pode morrer sem que a pessoa que você tanto ama saiba que esse amor existiu. Você pode morrer sem ter vivido o grande amor da sua vida, sem que fosse por cinco minutos. Você pode morrer sem ensinar a seu filho em qual caminho ele deve andar, e o destino dele pode ser muito diferente do que você imaginava para ele. Tudo seria diferente se vivêssemos como se não houvesse o amanhã. Tudo seria diferente se entendêssemos que nunca alcançaremos o futuro, pois o futuro quando chegar a nós, chegará como o “agora”. Então não faça amanhã, pois amanhã virá a ser agora também.
Bem-aventurados aqueles servos, os quais, quando o Senhor vier, achar vigiando! Em verdade vos digo que se cingirá, e os fará assentar à mesa e, chegando-se, os servirá. E, se vier na segunda vigília, e se vier na terceira vigília, e os achar assim, bem-aventurados são os tais servos. Sabei, porém, isto: que, se o pai de família soubesse a que hora havia de vir o ladrão, vigiaria, e não deixaria minar a sua casa. Portanto, estai vós também apercebidos; porque virá o Filho do homem à hora que não imaginais. (Lucas 12:37-40)
Devemos estar sempre prontos, pois não temos o controle do tempo. Por acharmos que viveremos muito, adiamos o nosso compromisso com Deus. Como seria a nossa vida se soubéssemos que amanhã o Senhor viria buscar a sua Igreja? Quais seriam as suas conversas, qual a intensidade da sua busca pelo conhecimento da Palavra de Deus, qual seria o seu fervor na adoração, como seria a sua evangelização?
Repito, por acreditarmos que haverá um amanhã, nos damos a oportunidade de sermos medíocres. Por acreditarmos que haverá sempre um amanhã, nos afastamos cada vez mais da presença do Senhor. “Hoje, se ouvirdes a sua voz, Não endureçais os vossos corações.” Hebreus 4:7
Não quero dizer que devemos viver temendo a morte. Quero dizer que podemos fazer muito mais, e melhor, antes que ela chegue até nós.

Superando as limitações

quarta-feira, 29 de agosto de 2012



Em nossa vida há muitas situações que nos fazem desistir. Desistimos de estudar porque a nossa rotina já é muito cansativa. Desistimos de realizar projetos, porque já somos velhos. E assim, tantos outros exemplos. Mas, a Bíblia fala de um homem que tinha uma grande limitação, mas não se deixava abalar por ela. A Bíblia fala de Naamã. “Naamã, capitão do exército do rei da Síria, era um grande homem diante do seu SENHOR, e de muito respeito; porque por ele o SENHOR dera livramento aos sírios; e era este homem herói valoroso, porém leproso.” (2 Reis 5:1)
Naamã era um homem doente; e de uma doença muito grave para aquela época. A lepra faz com que a pessoa perca a sensibilidade da pele e partes do corpo se estragam, a ponto de a pessoa ficar desfigurada. Hoje, existe cura, mas naquela época, não havia. E por não haver cura, e ser contagiosa, as pessoas que tinham essa doença eram afastadas das outras. Mas com Naamã não foi assim.
Naamã possuía valores grandes demais para ser desprezado. Ele era um herói! Talvez fosse muito difícil para ele se vestir com uma pesada armadura, montar no cavalo, ir guerrear. Talvez apesar de não ser afastado das pessoas, ele tivesse poucas pessoas que se arriscariam a ficar perto dele. Talvez, apesar de estar em conjunto, ele se sentisse sozinho. E talvez, por tudo isso, a depressão o inundasse e ele desejasse se isolar, desistir. Talvez ele pensasse que alguém com mais saúde fosse a pessoa mais indicada para ocupar o cargo dele. Talvez ele quisesse descansar.
No entanto, apesar de sua doença, e do que cercasse a sua mente, Naamã não se entregou, ele era um guerreiro. E aprouve ao Senhor usar um homem leproso para conceder vitória aos sírios. Talvez Deus queira te usar para realizar coisas importantes, mas isso não vai acontecer se você acreditar que suas limitações são grandes demais. “Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos”. Essa é uma frase muito conhecida e verdadeira. Foi assim com Moisés, que tinha a língua presa, Abraão, que era idoso, Gideão, que era fraco, Davi que era frágil, e muitos outros exemplos.
Desistir, ainda que doloroso, é mais fácil que avançar. Desistimos porque temos muitas razões, e as pessoas compreendem as nossas razões, e assim sendo, está tudo bem. Mas avançar, geralmente mexe com a lógica, com o normal, com o provável. Avançar pode parecer loucura. As críticas, comentários e fofocas serão muitos. Mas, certamente, haverá aqueles que verão em você um exemplo a ser seguido. E para àqueles que avançam, ainda que com dores amargas, experimentam no fim, o doce gosto da vitória, do dever cumprido, da satisfação, da superação, de olhar para trás, lembrar-se de todas as dificuldades e exclamar: Valeu a pena!

“Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus.” (2 Coríntios 3:5)

http://www.youtube.com/watch?v=J-QgWAgFSPw

Decisões em Conjunto

quarta-feira, 22 de agosto de 2012




E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele. (Gênesis 2:18) E me pergunto, quantas esposas realmente têm se portado como ajudadoras? É muito comum vermos mulheres independentes, que buscam seus próprios interesses. Seguem aquilo que querem, seja o seu esposo favorável à sua opinião ou não. Isso, quando pedem ou compartilham a opinião. Da mesma forma, muitos maridos agem por si sós.
O casal em 2 Reis 4 nos dá exemplo.
Sucedeu também um dia que, indo Eliseu a Suném, havia ali uma mulher importante, a qual o reteve para comer pão; e sucedeu que todas as vezes que passava por ali entrava para comer pão. E ela disse a seu marido: Eis que tenho observado que este que sempre passa por nós é um santo homem de Deus. Façamos-lhe, pois, um pequeno quarto junto ao muro, e ali lhe ponhamos uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro; e há de ser que, vindo ele a nós, para ali se recolherá. (2 Reis 4:8-10)
A sunamita participou ao marido um desejo seu. E o que encontramos no texto é que o desejo se concretizou. Pode ser que o esposo tenha questionado alguma coisa ou outra, mas enfim, eles entraram em consenso. Da mesma forma, nós devemos participar aos nossos cônjuges os nossos anseios, planos, vontades.
Em Eclesiastes encontramos: Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga (recompensa, retribuição) do seu trabalho. Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante. (Eclesiastes 4:9-10) O outro sempre terá algo a te acrescentar. Às vezes, em um pequeno detalhe que você não atentou, ele/ela poderá te ajudar. Além do que, quando nos casamos, nos tornamos uma só carne. Como pode uma parte de você não conhecer o que você tem feito? Como pode uma parte de você não sonhar também?
Se você for bem nos seus propósitos, a bênção recairá sobre ambos. Mas se for mal, o mal afetará aos dois também; vocês são um! Portanto, o meu desejo é que todo o nosso eu conheça as nossas intenções, lembrando que eu sou parte de você, e você é parte de mim.

Responsabilidade em ser esposa

quarta-feira, 15 de agosto de 2012



No livro de Provérbios, capítulo 14, verso 1, encontramos que “toda mulher sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos.” Em Efésios 5, aprendemos que as esposas devem se sujeitar aos maridos, como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja. Mas em 1 Reis 21 vemos o exemplo de uma mulher que não só destruiu a sua casa, como todo um reino: Jezabel.
O livro de 1 Reis descreve Jezabel como sendo uma mulher muito má, tanto que Elias não teve medo do rei Acabe, mas sim da rainha Jezabel. Ela era adoradora de Baal e havia mandando destruir todos os profetas do Senhor. Além disso, providenciou a morte de Nabote, porque este havia se recusado a dar a sua vinha para o rei. E, no versículo 21, lemos: Porém ninguém fora como Acabe, que se vendera para fazer o que era mau aos olhos do SENHOR; porque Jezabel, sua mulher, o incitava.
Quanta distância entre a mulher virtuosa de Provérbios 31 e Jezabel. Vejamos algumas características da mulher virtuosa:
Ela só lhe faz bem, e não mal, todos os dias da sua vida.
Abre a sua mão ao pobre, e estende as suas mãos ao necessitado.
A força e a honra são seu vestido, e se alegrará com o dia futuro.
Abre a sua boca com sabedoria, e a lei da beneficência está na sua língua.
Levantam-se seus filhos e chamam-na bem-aventurada; seu marido também, e ele a louva.
Muitas filhas têm procedido virtuosamente, mas tu és, de todas, a mais excelente!

Nós, como esposas, o que temos oferecido aos nossos maridos? Qual adjetivo temos trabalhado para que eles carreguem? Eles são o cabeça da casa, mas nos deram os seus corações. Nossa responsabilidade no lar é descrita em Gênesis 2:18 “E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele.”, e isso quer dizer “Que tem condições, competências, habilitações ou conhecimentos necessários para desempenhar determinado cargo ou determinada tarefa. = apto, capaz, competente, habilitado, que é moralmente correto. (Dicionário Priberum).
O que você diz ao seu esposo é para o bem ou para o mal? Está ajudando-o, ou derrubando-o? A mulher sábia edifica a sua casa. Caso você esteja enfrentando dificuldades nessa deliciosa e difícil tarefa, segue o conselho de Tiago 1:5 “E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada”
Que o Senhor nos capacite a a darmos aos nossos maridos uma descrição oposta à que recebeu Acabe:
“Porém ninguém fora como MEU ESPOSO, que se PÔS a fazer o que era BOM aos olhos do SENHOR; porque EU, sua mulher, o incitava.”
Que Deus nos abençoe.

O caminho que trilharei

quarta-feira, 8 de agosto de 2012







Tenho uma filha de 1 ano e 2 meses, e pretendo colocá-la na escolinha a partir de 2 anos, ou 2 anos e meio. Algumas pessoas me aconselham a colocá-la antes, pois ela se desenvolveria muito mais rápido. Ainda assim, acho que por agora é muito cedo, pois defendo a ideia de que há valores que a criança deve aprender em casa. E pensando assim, 2 anos talvez ainda seja cedo. De fato, hoje em dia, muitas mulheres trabalham/estudam e não têm outra alternativa a não ser deixar seus pequenos em escolas ou creches. Mas graças a Deus, tenho a oportunidade de deixá-la com minha mãe, e há quem a ajude.
Um dos valores que desejo que minha filha aprenda é de ser temente a Deus. Com a diversidade cultural, certamente isso não será estimulado na escola. Lembro que quando eu era criança eu dizia mais ou menos assim: Pode me contar o segredo porque eu não vou contar pra ninguém, pois eu sou crente, e crente não pode mentir. Eu refletia o que havia aprendido em casa, na igreja, nos lugares que eu frequentava. Criança aprende rápido, e copia o que aprendeu. Antes de ela conhecer e se relacionar sozinha com o mundo, desejo que, mesmo criança, ela esteja pronta para encarar o mundo.
À medida que eu crescia, eu aprendia um pouco com as pessoas com quem eu convivia. Mas o que elas me ensinavam não condizia com o que eu havia aprendido. Começaram os conflitos da adolescência. Mas, eu tinha uma base e foi ela quem me sustentou, quem não me deixou cair. E estou firme, firme na Rocha, que é Cristo.
Mas, por que estou falando disso? É devido a leitura de 1 Reis 18, quando Elias desafia os profetas de Baal a verem quem realmente era Deus. O combinado foi o seguinte: Dêem-se-nos, pois, dois bezerros, e eles escolham para si um dos bezerros, e o dividam em pedaços, e o ponham sobre a lenha, porém não lhe coloquem fogo, e eu prepararei o outro bezerro, e o porei sobre a lenha, e não lhe colocarei fogo. Então invocai o nome do vosso deus, e eu invocarei o nome do SENHOR; e há de ser que o deus que responder por meio de fogo esse será Deus. E todo o povo respondeu, dizendo: É boa esta palavra. (1 Reis 18:23-24)
E os profetas de Baal clamaram desde a manhã até ao entardecer, mas nada aconteceu. Fizeram sacrifícios pessoas, como o de se cortarem, mas nada aconteceu. Na vez de Elias, o fogo desceu e consumiu tanto o bezerro, como a lenha, as pedras, e a água que ele tinha colocado ao redor, “O que vendo todo o povo, caíram sobre os seus rostos, e disseram: Só o SENHOR é Deus! Só o SENHOR é Deus!” (1 Reis 18:39)
E eu pensei: esses profetas passaram toda a vida acreditando em algo que não era verdadeiro, até serem surpreendidos com o agir de Deus e reconhecer que “Só o Senhor é Deus!”. Eu também já passei por experiências em que testifiquei que “Só o Senhor é Deus”. Muitas pessoas ainda não viram “fogo cair do céu” e não creem no Deus único. Vivem seguindo o que sempre aprenderam a ser, e para elas, esse é o caminho certo. Aqueles profetas, digamos que, inocentemente, acreditavam que Baal era o verdadeiro deus, até vivenciarem a situação exposta.
“Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.” (Provérbios 22:6) Qual o caminho você tem oferecido ao seu filho?



As intenções de Deus

quarta-feira, 1 de agosto de 2012



Lendo o livro de 1 Reis 12, fiquei sem saber o que escrever. Sim, porque quando eu estava concluindo o meu raciocínio, me deparo com o versículo: O rei, pois, não deu ouvidos ao povo; porque esta revolta vinha do SENHOR, para confirmar a palavra que o SENHOR tinha falado pelo ministério de Aías, o silonita, a Jeroboão, filho de Nebate. (1 Reis 12:15)
O texto, a princípio, é muito simples de entender. O povo se dirigiu ao novo rei, em lugar de Salomão, para que houvesse paz entre eles. O rei pede conselho aos anciãos e aos seus amigos de sempre. Os anciãos disseram: segue em paz; e os jovens: seja mais duro que Salomão. Sabe qual conselho Jeroboão decidiu seguir? O dos seus amigos. Poderia falar da importância de ouvir os mais velhos, pois a maturidade trouxe a eles muitas experiências e aprendizados. Quando estava pronta pra detonar com a “burrice” evidente do novo rei, leio que assim aconteceu porque Deus providenciou que fosse dessa maneira. E agora? Deus planejando o mal? Mas, Deus é amor! É o que muita gente não consegue entender. E com muita sinceridade, é difícil ler determinadas passagens do Antigo Testamento. Eu não entendo muita coisa. Mas uma coisa eu sei perfeitamente: que Ele é o único e verdadeiro Deus, e que Ele é o criador de tudo o que existe. E sendo Ele o criador, como posso eu, criatura questionar tantas coisas, se o saber pleno está nEle? “Oh profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Porque quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro?” (Romanos 11:33-34)
Nós, quando crianças, nos revoltamos quando nossos pais nos disseram ‘não’, ou quando nos colocaram de castigo, e até mesmo nos deram algumas palmadas. Certamente pensamos que eles são maus. Eles não querem a nossa felicidade? Ora, as nossas intenções são sempre boas! Por que me impedem de ser feliz? Mas aí a gente cresce e entende que eles estavam certos. Que se não fossem os ‘nãos’, os castigos e as palmadas, poderíamos ter nos machucado fisicamente, emocionalmente, ou termos nos tornado adultos frustrados em diversas áreas sociais.
Durante muito tempo, não conseguia compreender o que dizia os versículos 32 e 33 de Lamentações de Jeremias, no terceiro capítulo: “Pois, ainda que entristeça a alguém, usará de compaixão, segundo a grandeza das suas misericórdias. Porque não aflige nem entristece de bom grado aos filhos dos homens.” Eu me questionava: Deus entristece, depois usa de compaixão. Não seria mais simples não entristecer? Foi assim que ele havia planejado, no Édem! No entanto, sua criação, seus filhos, foram teimosos, desobedientes. Ele ensinou direitinho como eles deveriam proceder, mas escolheram desobedecer. Quem desobedece necessita de uma correção para entender que errou, e assim, não repetir o feito. Deus precisou entristecer a Adão e a Eva. Adão precisaria trabalhar pesado para sustentar sua família. Eva sentiria fortes dores no parto.
Não é fácil para um pai, para uma mãe entristecer o seu filho. Mas se faz necessário. E o castigo nunca é eterno. Daqui a uma semana, você poderá voltar a jogar bola e vai ter consciência de que deverá tomar cuidado para não quebrar a janela do vizinho novamente. O castigo do povo de Deus não seria eterno. Mas a sua compaixão é. O Salmo 136, em seus 26 versículos diz: o seu amor dura para sempre. Seja em circunstâncias boas, seja em circunstâncias ruins, o amor de Deus dura para sempre. E a maior prova disso é Jesus Cristo. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16)
Por diversas vezes, não concordamos com as intenções de Deus. Mas devemos lembrar que Ele é nosso Pai, e está cumprindo com a tarefa de cuidar de seus filhos. E não esqueça: ainda que entristeça a alguém, usará de compaixão, segundo a grandeza das suas misericórdias. Porque não aflige nem entristece de bom grado aos filhos dos homens. Não é porque você está sofrendo que Ele deixou de te amar. Pelo contrário, muitas vezes, o nosso sofrimento é fruto de um amor continuamente ativo e zeloso.

Amizade

quarta-feira, 27 de junho de 2012



Você tem amigos? O que é ser amigo para você? Eu tenho amigos que não sabem o quanto os estimo, talvez porque eu não saiba me revelar como amiga.
Daniel tinha três grandes amigos: Hananias (Sadraque), Misael (Mesaque) e Azarias (Abdnego). Quando o rei Nabucodonosor sitiou Jerusalém e trouxe para Babilônia filhos de Israel para assistirem no palácio, junto com Daniel vieram seus amigos.
Como mostra o capítulo 1, Daniel propôs em seu coração não participar da alimentação do rei, pois sabia que a mesma era inversa aos costumes do seu povo, e portanto, estranha a Deus. Quando Daniel pediu ao despenseiro que se lhe fosse dado apenas legumes e água por refeição, não pensou em somente ele permanecer limpo diante do Senhor. Em seu ato de santificação, Daniel desejou a benção para seus amigos também. E Deus contemplou a todos com conhecimento e inteligência em todas as letras.
No capítulo 2, diante da sentença de morte de todos os sábios da Babilônia, Daniel afirmou ao rei que daria a interpretação do sonho que tanto o incomodara. Ora, Daniel era homem de Deus, bastava que ele se achegasse diante do Senhor e pedisse a interpretação. Mas, a Bíblia diz que Daniel “foi para sua casa e fez saber o caso a Hananias, Misael e Azarias, seus companheiros, para que pedissem misericórdia ao Deus do céu, sobre este mistério” (v.18) Primeiro, Daniel foi usado para abençoar seus amigos. Agora, eram seus amigos que estavam ali para ajudar a Daniel. E, no v.19, vemos que o mistério foi revelado a Daniel numa visão à noite. Em seu louvor ao Senhor, mais uma vez Daniel reconhece a importância de seus amigos: “O Deus de meus pais, eu te dou graças e te louvo, porque me deste sabedoria e força; e agora me fizeste saber o que te pedimos, porque nos fizeste saber este assunto do rei.”(v.23)
O rei Nabucodonosor se maravilhou pelo fato de alguém conseguir revelar o seu sonho e a sua interpretação, e engrandeceu a Daniel, dando-lhe dádivas e o pôs por governador de toda a província de Babilônia, como também o fez chefe dos governadores sobre todos os sábios de Babilônia. A glória dos homens poderia ter lhe subido à cabeça, mas ele lembrou-se que, se ele foi abençoado recebendo a revelação do sonho e sua interpretação, se ele foi abençoando se tornando um homem importante, foi porque teve amigos que intercederam a Deus por ele. E a Bíblia fala que “pediu Daniel ao rei, e constituiu ele sobre os negócios da província de babilônia a Sadraque, Mesaque e Abednego”(v.49)
Temos sido verdadeiramente amigos dos nossos amigos? As bênçãos que desejamos para nós, desejamos para eles também? Se é um mandamento amar ao próximo como a nós mesmos, inclusive se esse próximo for nosso inimigo, o que não devemos e podemos fazer pelos nossos amigos? Eu preciso mudar muito. E você?

Aparências

quarta-feira, 20 de junho de 2012



No livro de I Samuel 16, podemos ler quando Davi é escolhido para ser rei. Ele ainda era muito jovem, e seu reinado não seria imediato. Deus disse a Samuel que um dos filhos de Jessé seria rei. Quando Samuel viu o filho mais velho, Eliabe, Deus o advertiu logo: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração. (1 Samuel 16:7)
Aos olhos de Samuel, Eliabe era a pessoa ideal para ser rei: alto, forte, imponente; e um rei deveria demonstrar força, poder. Apesar de a sua aparência demonstrar perfeição, o seu interior não era compatível ao de um rei. E assim somos nós em nossas escolhas. Vocês lembram de Ló? Ló era sobrinho de Abrão (nessa época ainda era Abrão e não Abraão), e o acompanhou quando o Senhor chamou a Abrão. Porém, houve a necessidade pacífica de cada um seguir seu rumo, e Abrão pediu que Ló escolhesse para qual lado gostaria de ir. “E levantou Ló os seus olhos, e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada, antes do SENHOR ter destruído Sodoma e Gomorra, e era como o jardim do SENHOR, como a terra do Egito, quando se entra em Zoar”. (Gênesis 13:10)
Ló escolheu o que, aos seus olhos, parecia ser melhor. Ora, uma terra fértil, bem regada, que parecia o jardim do Senhor; realmente tinha tudo para ser o melhor lugar para se viver. Mas Ló não conhecia o coração da cidade: Ora, eram maus os homens de Sodoma, e grandes pecadores contra o SENHOR. (Gênesis 13:13) E conhecemos o fim de Sodoma e Gomorra, não é verdade (Gênesis 19)?
As nossas relações costumam ser construídas através da aparência. Devo ser amiga daquela pessoa que se destaca, pois quero ser como ela é. Ai, quero namorar aquele bonitão, malhado, super popular; todas as meninas vão ficar com inveja de mim! Meu alvo é aquele emprego, pois é de destaque e paga muito bem. Somos tentados a tudo isso, e Samuel também foi.
Não significa que não devemos buscar o que é bom, ou que tenha a aparência de bom. Significa que não devemos nos impressionar com as aparências, e fazer as nossas decisões baseadas apenas nisso. Significa que devemos esperar a confirmação do Senhor, “porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração”.
Eliabe, apesar de ter impressionado o sacerdote do Senhor, teve medo de enfrentar Golias, o gigante que blasfemava o nome de Deus. Já o pequeno e esquecido Davi, que não tinha sequer forças para sustentar a armadura, enfrentou o temido inimigo, cheio do poder que há no nome do Senhor; e o venceu.
Como dizem, as aparências enganam. E enganam muito. Portanto, quando tiver que fazer uma escolha, nunca faça movido por emoções. Espere Deus te confirmar.

Um fraterno abraço,
Ana Marta Mascarenhas

O amor de Elcana

quarta-feira, 13 de junho de 2012





Como ontem comemorou-se o Dia dos Namorados, hoje falarei de uma história de amor.










A Bíblia nos relata a história de um homem que amava muito a sua mulher. Não, não estou me referindo a Salomão, como narra Cantares, e nem a Jacó, que trabalhou 14 anos pelo amor de Raquel. Estou falando de Elcana.
Elcana possuía duas mulheres: Penina e Ana. Penina deu filhos a seu marido, porém Ana não havia experimentado a maternidade. Mas, assim como Jacó amava a Raquel, Elcana amava a Ana. O interessante é que, quando o autor revela o sentimento de Elcana, ele faz uma observação: porque amava a Ana, embora o SENHOR lhe tivesse cerrado a madre. (1 Samuel 1:5)
Infelizmente, o conceito de amor que temos visto em nossos dias é bem diferente. Os divórcios acontecem a todo o tempo e repetidas vezes pela mesma pessoa. Os motivos variam de graves a tolos por demais, ou simplesmente porque acabou o amor. Me pergunto: será que realmente houve amor?
No época do Antigo Testamento, era muito importante suscitar descendência. Como o povo hebreu era nômade e patriarcal, ter filhos significava também mão de obra para o trabalho, crescimento da tribo e prestígio social. Se a mulher não desse filhos, estaria impedindo o marido de prosperar. Ela deveria providenciar outra mulher para que seu marido tivesse filhos. Era uma sujeição muito triste, afinal quando amamos alguém queremos exclusividade.
Então é provável que Penina tenha sido a segunda esposa de Elcana, e esta sim, lhe deu filhos. No entender das pessoas do século XXI, a glória, o amor, o melhor deveria ser para Penina, pois foi ela que deu continuidade à geração de Elcana. E Ana... Ana já não servia mais. Mas nós estamos falando de amor, e nesse ramo, Ana era tudo o que Elcana realmente precisava.Ele era um homem que adorava a Deus, cumpria a sua responsabilidade de pai, de marido, mas o melhor que ele tinha a oferecer, ele entregava a Ana.
O amor entre homem e mulher é assim. Quando ele existe, existe só para duas pessoas se amarem. Não importa se o outro preenche os requisitos esperados pela sociedade. E eu pergunto a você, qual o sentimento que realmente nutre o seu relacionamento? Se, de repente, algo não for como você esperava, ou como os outros esperam, seu casamento está fadado ao fracasso? É o caso de você substituir o amor?
Ana era humilhada por Penina, e por isso não desejou comer e se pôs a chorar. Elcana, vendo e entendendo a razão do choro do seu grande amor, disse: Ana, por que choras? E por que não comes? E por que está mal o teu coração? Não te sou eu melhor do que dez filhos? (1 Samuel 1:8) E então, pergunto a você, sociedade moderna, o que você faz ao ver a pessoa que você ama com algum problema? Pisa ainda mais na ferida, já que a dor não é em você? Providencia logo se afastar da “melosidade”? Dá uma bronca? Ou pior, bate, e diz que ela tem sorte de você a suportar, e que se continuar assim vai mandar “pastar”?
“Não te sou eu melhor do que dez filhos?” Não se case se você não amar. E não diga “eu te amo” quando na verdade o que você quer dizer é “eu gosto de você”. Case-se tão somente se for capaz de dizer um sim completo ao tão conhecido discurso: “Na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença, até que a morte nos separe”. Diante disso, tendo Deus como Senhor e guia, ah, colha os frutos da maravilha que é viver um grande amor! Ou melhor, O grande amor!

 
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